Cena Política
Gilmar

O lançamento da pré-candidatura da vice-prefeita de São Caetano, Regina Maura Zetone (PSD), a deputada federal desnudou o plano que a pessedista articulou ao denunciar o prefeito Tite Campanella (Republicanos) por violência política de gênero. Escanteada na administração por compartilhar críticas do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD) a Tite, Regina Maura disse sofrer violência política de gênero e protocolou na Justiça Eleitoral uma peça que a própria classe jurídica são-caetanense aponta ser frágil do ponto de vista legal – nenhuma das situações narradas têm relação com a condição dela de mulher. Mas, ao apostar na pauta, a vice voltou aos holofotes dias antes de anunciar a entrada na corrida eleitoral de outubro. A sequência levou observadores mais atentos da cena política a interpretarem que a denúncia não passou de marketing político.
Bastidores
Interurbano
Prefeitos de diversas cidades paulistas telefonaram nos últimos dias para Gilvan Ferreira (Cidadania), para colher informações sobre o leilão realizado pelo chefe do Executivo de Santo André na B3, a bolsa de valores de São Paulo, para escolher a empresa que ficará responsável pela ampliação e manutenção do mobiliário urbano da cidade pelos próximos 35 anos. A iniciativa rendeu aos cofres municipais R$ 18,5 milhões a título de outorga e garantiu investimentos de R$ 264 milhões. Sucesso que muita gente quer repetir.
Hidra
A federação União Progressista em São Paulo homologou na quarta-feira (8) o comando compartilhado do bloco partidário com dois copresidentes, e agendou a convenção para 20 de julho. Entretanto, o deputado federal Maurício Neves (Progressistas) – nascido em São Caetano e que tem laços com vereadores do partido na cidade – afirma em suas redes sociais ser ele o mandatário. O mesmo ocorre nas páginas de Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara paulistana. Há dúvidas sobre quem de fato dará as cartas no grupo.
Segurança pública – 1
A revista britânica The Economist, considerada a bíblia da economia mundial, publicou reportagem que examina o investimento de cidades brasileiras em redes de vigilância digital. Um dos pontos do texto aponta que, aos poucos, os municípios estão se incumbindo de obrigação que, constitucionalmente, caberia ao Estado. Orlando Morando (MDB), ex-prefeito de São Bernardo, é um dos entrevistados. Até pouco tempo atrás secretário de Segurança Urbana da Capital, responsável pelo Smart Sampa, o são-bernardense defende o programa como uma ferramenta moderna para reduzir a criminalidade.
Segurança pública – 2
A The Economist reconhece que sistemas de monitoramento podem oferecer benefícios à sociedade, entre eles maior rapidez na identificação de suspeitos, recuperação de veículos roubados e efeito dissuasório em áreas monitoradas, mas boa parte da reportagem é dedicada às preocupações levantadas por pesquisadores, organizações de direitos humanos e especialistas em privacidade. Entre as principais críticas estão a prisão de inocentes por falhas no reconhecimento facial digital, pouca transparência sobre a utilização e o armazenamento dos dados captados e inexistência de mecanismos para responsabilizar autoridades em caso de uso indevido.
Câmara alta
A federação Cidadania-PSDB em São Paulo anuncia na semana que vem se lança nome ao Senado em outubro. Caso opte por concorrer a uma das duas cadeiras em disputa, a preferência é por candidata mulher – a ex-vereadora Soninha Francine está cotada –, mas a missão pode sobrar para o atual deputado federal Alex Manente. A ver.
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