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Se políticas estruturantes fossem feitas, não dependeríamos do Estreito de Ormuz, diz Caiado

09/07/2026 | 15:07
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O pré-candidato do PSD à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu nesta quinta-feira, 9, que o País reduza vulnerabilidades externas com uma estratégia baseada em energia, fertilizantes, minerais críticos e inovação, como forma de enfrentar cenários de instabilidade geopolítica. Ao participar de agenda no Rio de Janeiro, Caiado voltou a dizer que o Brasil não precisa do Estreito de Ormuz e criticou o governo federal.

"Se o governo que está há 20 anos no governo tivesse feito políticas estruturantes no País, não estaríamos nessa dependência de Ormuz hoje. Nós estaríamos em um outro patamar de negociação", disse a jornalistas.

Apesar do Brasil ter uma baixa dependência direta do Estreito de Ormuz para o abastecimento de petróleo, o País permanece vulnerável aos impactos sobre os preços internacionais e sobre a oferta de diesel importado. Desde o início da Guerra no Oriente Médio, o governo federal tem adotado medidas para amenizar os efeitos da volatilidade dos preços.

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Caiado ainda criticou a falta de uma maior produção de fertilizantes nitrogenados. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza. "O Rio de Janeiro reinjeta milhões de metros cúbicos de gás por dia e o Brasil não produz Nós compramos tudo de fósforo. Nós temos as maiores reservas de potássio e fósforo do mundo que também não são exploradas", argumentou.

A reinjeção de gás é uma das técnicas que permite aumentar a produção de petróleo, que é o produto de maior valor para muitos campos, especialmente no pré-sal.

Caiado ainda defendeu uma outra atuação política para que o Brasil transforme potencial mineral em poder econômico e tecnológico, especialmente em relação aos minerais críticos. "Não podemos perder todas as janelas de oportunidades".




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