
O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta quinta-feira, 9, uma operação contra suspeitos de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia do Estado do Rio que atua na elaboração de projetos em áreas como mobilidade e saneamento. Segundo o MP-RJ, o esquema movimentou R$ 86 milhões.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão contra a cúpula do órgão, incluindo seu presidente, Davi Perini Vermelho, o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno, que era diretor da autarquia, e o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva, que chefiava a Procuradoria do IRM. Os investigados foram nomeados na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL).
O Estadão busca contato com a defesa dos investigados.
De acordo com a denúncia do MP-RJ, os acusados utilizaram contratos da autarquia para realizar repasses a uma empresa de fachada, a partir da qual os recursos eram sacados em espécie.
A operação teve origem a partir de uma auditoria da Controladoria do Estado. "O MP aprofundou a apuração, reuniu as provas necessárias e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira", informou o governo estadual, em nota.
Em nota, a Polícia Civil informou que o policial investigado pelo MP-RJ também será alvo de um processo administrativo. "A Polícia Civil acompanha o caso de perto e reafirma que não compactua com qualquer desvio de conduta de seus integrantes", disse o órgão. A Procuradoria do Estado foi procurada, mas não respondeu.
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