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Morando cita compromisso com cidade e fala em ‘diálogo’ com atual administração

Ex-prefeito de São Bernardo e pré-candidato à Câmara Federal fez as declarações ao ‘Política em Cena’

08/07/2026 | 23:53
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ex-prefeito de São Bernardo Orlando Morando (MDB) se comprometeu nesta quarta-feira (8) a apoiar a administração de seu sucessor, Marcelo Lima (Podemos), caso seja eleito deputado federal em outubro – o emedebista é pré-candidato à Câmara Federal. Ele também falou na possibilidade de “diálogo” com a atual gestão para auxiliar a cidade.

“Vou continuar sempre ao lado de São Bernardo. E, se vier a ser deputado federal, tenho o compromisso público de apoiar a cidade”, declarou o ex-chefe do Executivo ao podcast Política em Cena, do Diário, ao ser instado pela âncora Marcela Vasconcelos a avaliar o primeiro ano e meio da gestão de Marcelo Lima, a quem apoiou no segundo turno da eleição de outubro de 2024.

Com relação ao trabalho desempenhado pelo sucessor, que ainda não completou dois anos à frente da Prefeitura, Orlando Morando evitou críticas. “Quem ganha, governa. Tenho uma convicção: quem avalia é a sociedade. O atual governo tem um ano e seis meses de administração e acho que seria prematuro qualquer julgamento”, ponderou, acenando com um voto de confiança a Marcelo Lima, que foi seu vice nas duas eleições ao Paço que ele venceu, em 2016 a 2020. “O mandato é composto de quatro anos e tem muito tempo para se fazer a gestão.”

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Ao longo da entrevista, Orlando Morando também demonstrou estar aberto para conversar sobre o futuro da cidade com a atual administração. “Diálogo sempre”, disse o emedebista sobre a polêmica em torno da nova alça de acesso ao quilômetro 16 da Rodovia Anchieta – fechada com a chegada de Marcelo Lima ao Paço, sob argumento de ser perigosa e ineficiente.

O emedebista garantiu ter seguido todas as normas técnicas na implementação da primeira parte do viário e deixado dinheiro em caixa para a segunda alça. “Não querem fazer, eu respeito. Quem ganha, governa. Não é um sonho, deixei um projeto licitado.”

CONCORRÊNCIA

Orlando Morando minimizou o fato de ter um elevado número de possíveis concorrentes na disputa pelas cadeiras em Brasília e aposta que a trajetória de cada um dos prováveis candidatos será colocada à prova. Para isso, citou os seus quatro mandatos parlamentares na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), os dois como prefeito e a experiência de 15 meses à frente da Secretaria de Segurança Urbana da Capital, responsável pela ampliação do Smart Sampa e pela contribuição para o fim da cracolândia, na região central de São Paulo.

Segundo o pré-candidato, esses dois assuntos “vão abrir mais espaços” para que ele obtenha votos além de sua base eleitoral, que é São Bernardo. “Abri um horizonte de participação política na cidade de São Paulo que não tinha”, reconheceu. “A segurança pública, hoje, é um anseio da sociedade. As pessoas não se sentem protegidas”, ilustrou.

Além da segurança pública, Morando garantiu que, em eventual mandato, vai atuar em Brasília pelo fortalecimento do setor produtivo na região. “Estamos vendo indústrias deixarem o Grande ABC e, ao mesmo tempo, este modelo que hoje governa o País incentivar a montagem de carros estrangeiros em detrimento da nacionalização dos veículos. Infelizmente a gente não vê uma defesa enfática deste tema”, declarou o emedebista.

“Nem mesmo por sindicatos”, continuou. Entre os seus possíveis adversários no pleito de outubro está Moisés Selerges (PT), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que também tem domicílio eleitoral em São Bernardo. Para Morando, o Congresso precisa dar incentivo tributário às indústrias nacionais, aquelas que produzem e montam tudo no Brasil, em vez de privilegiar os estrangeiros, principalmente os chineses.

Orlando Morando não quis falar sobre quantos votos estima receber, mas lembrou do potencial eleitoral das sete cidades, onde existem 2,1 milhões de moradores aptos a votar. “Se todos os eleitores dedicassem seu voto a candidatos do (Grande) ABC exclusivamente, poderíamos eleger facilmente 15 deputados federais”. Em 2022, a região fez três: Alex Manente (Cidadania), Fernando Marangoni (Podemos) e Luiz Marinho (PT).

ELEIÇÃO 2028

Cotado para ser candidato à sucessão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 2028, Morando, que está prestes a completar 30 anos de vida pública, despistou. “Aprendi que a gente só ganha uma eleição por vez. O foco agora é a Câmara dos deputados federais. É o único pensamento que tenho”. A entrevista completa está disponível na página oficial do Diário, no YouTube.

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