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Ao menos 65 alunas foram vítimas de lista de teor sexual; polícia tenta identificar autores

08/07/2026 | 16:20
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai ouvir ao menos 65 alunas do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, na zona oeste da capital, para identificar os responsáveis pela criação e divulgação de uma lista que classificava estudantes em categorias com conotação sexual. Segundo a delegada Maria Luisa Machado, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), o diretor da escola também prestaria depoimento nesta quarta-feira, 8.

"Nós recebemos a informação desse caso há mais ou menos dois dias e desde então estamos empreendendo os esforços para reunir todos os registros de ocorrência para fazer a investigação de forma centralizada. É um caso que causa uma repulsa muito grande, principalmente aos pais ao verem os nomes das filhas nessa lista", afirmou a delegada à GloboNews.

De acordo com a investigadora, as estudantes serão ouvidas por meio do procedimento de depoimento especial, utilizado em casos envolvendo vítimas em situação de vulnerabilidade. "Vamos dar amplitude para conseguir identificar a autoria por meio dos depoimentos", disse.

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De acordo com a delegada, a lista foi criada de forma totalmente anônima, o que dificulta a identificação dos responsáveis. A expectativa é que os depoimentos ajudem a esclarecer quem produziu e divulgou o conteúdo. A polícia informou ainda que os envolvidos poderão responder, em tese, pelos crimes de injúria e difamação.

A lista foi criada em uma plataforma online no formato "tier list", em que temas são divididos em categorias pré-estabelecidas. As estudantes foram classificadas nas categorias "GOAT" ("melhor de todos os tempos", em inglês), "Comeria no lucro", "Bêbado vai", "Me arrependi depois" e "Nem olharia".

Em nota, o Colégio Cruzeiro diz que registrou um boletim de ocorrência e denunciou o caso à plataforma, que já retirou o conteúdo.

"O Colégio Cruzeiro, sintonizado com as questões da sociedade contemporânea, reprova e repudia quaisquer atitudes que exponham estudantes. Registramos um boletim de ocorrência, fizemos uma denúncia à plataforma de veiculação exigindo a retirada do conteúdo (já retirado do ar), alertamos os responsáveis e estamos dando apoio às alunas e suas famílias", afirmou a instituição.




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