
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou suas projeções para o crescimento econômico da China neste ano e no próximo, embora veja limitações para a atividade devido aos preços elevados do petróleo, ventos contrários estruturais e incerteza prolongada. A análise consta na atualização de julho do relatório de Perspectivas Econômicas Globais (WEO, em inglês).
Neste cenário, o Produto Interno Bruto (PIB) da China deve desacelerar de 5% para 4,6% em 2026 e 4,1% em 2027. Em abril, a instituição projetava alta de 4,4% neste ano e 4% no próximo.
Entre outras economias emergentes e desenvolvimento, o FMI pondera que fatores como dependência de commodities, exposição geográfica, receita com turismo, sensibilidade a condições financeiras e posição na cadeia global de tecnologia afetaram a revisão de perspectivas econômicas.
O Fundo destaca, por exemplo, como os quatro principais países exportadores líquidos de hardware ligado a inteligência artificial (IA) - Taiwan, Coreia do Sul, Tailândia e Malásia - tiveram uma surpresa positiva no crescimento do PIB de 4,4 pontos porcentuais no primeiro trimestre, enquanto a surpresa para o restante do mundo foi negativa em 0,3 pontos porcentuais.
O relatório projeta que o PIB das economias emergentes irá desacelerar para 3,8% em 2026, abaixo dos 3,9% previstos em abril. Contudo, esses países devem voltar a ganhar tração no próximo ano, com aceleração do PIB a 4,5%, acima da estimativa anterior de 4,2%.
Na Ásia, a Índia continua entre as principais economias emergentes de rápido crescimento, apoiada pelo consumo no setor privado e atividade de serviços. O FMI prevê alta de 6,4% do PIB indiano neste ano e de 6,7% no próximo.
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