
Autor do segundo gol do Egito, o meia-atacante Mostafa Zico deixou o gramado do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, revoltado com a arbitragem após a eliminação, de virada, por 3 a 2, diante da Argentina. Na visão do egípcio, a arbitragem foi "injusta". Ele ainda detonou a Copa do Mundo, definindo-a como "direcionada."
A bronca dos egípcios com o árbitro francês François Letexier começou ainda na primeira etapa, na anotação de um polêmico pênalti sobre Tagliafico - Messi acabou parando em defesa do goleiro Shobeir. E seguiu na segunda etapa, com a anulação de um gol de Zico por falta bem questionável sobre Lisandro Martínez. O Egito ainda se sentiu prejudicado em um possível pênalti ignorado a seu favor e pela não anulação do terceiro e decisivo gol também por falta na origem da jogada.
"O árbitro não foi justo. É claro e evidente que foi injusto", lamentou Ziko, revoltado com a virada sofrida em 13 minutos. "Estávamos jogando demais, o time inteiro desde o começo do jogo e ele (árbitro) estava vindo para cima da gente.
Não dá para ser assim", continuou o jogador, revelando intimidação de Letexier. O técnico Hossam Hassan chegou a fazer gesto antirracismo definido pela Fifa no fim do jogo. E não seria para jogadores da Argentina, mas sim para a arbitragem.
Foi ignorado e ainda levou cartão amarelo. "Se vocês soubessem o que aconteceu, se sentiriam enojados", deixou no ar Zico, que por fim sugeriu, sem provas, possível favorecimento aos argentinos na Copa do Mundo. "Estávamos ganhando de 2 a 0 da Argentina. É um campeonato direcionado e só Deus para nos ajudar."
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