
Não é possível desacreditar da capacidade de Lionel Messi. Nem mesmo em uma tarde apagada, com 2 a 0 contra há maneira de descartá-lo. O craque mostrou o porquê de ser o astro que é e liderou a Argentina rumo a uma virada improvável sobre o Egito, levando os atuais campeões às quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
A seleção egípcia teve a classificação nas mãos e baixou a guarda diante de um adversário que não coloca ponto final em suas ambições. Com gols de Romero, Messi e Enzo Fernández, a Argentina castigou o Egito e conquistou dois feitos inéditos como virar uma partida que perdia por dois gols. A falta de intensidade da Argentina na etapa inicial sofreu o primeiro baque logo aos 15 minutos.
O Egito inaugurou o placar em uma cobrança de falta ensaiada. Yasser Ibrahim subiu mais alto e cabeceou para estufar a rede dos argentinos. Pouco depois, a Argentina teve a chance de empatar após pênalti marcado sobre Tagliafico.
Os egípcios reclamaram da decisão do árbitro, enquanto o goleiro Shobeir pediu calma para os companheiros e mostrou confiança. A esperança argentina foi depositada nos pés de Messi. O craque bateu e perdeu seu segundo pênalti neste Mundial.
A Argentina voltou diferente da pausa para a hidratação, com maior presença ofensiva e trocando passes com objetividade. Em resposta, o Egito fortaleceu sua linha defensiva e armou um ferrolho difícil de ser vencido. Shobeir fez grandes defesas e impediu o empate após cabeçada do Mac Allister e chute de Julián Álvarez.
Na volta do intervalo, o técnico do Egito colocou mais um zagueiro em campo, sacando o meia Ashour para dar a vez para Fathy. A Argentina continuou com a posse da bola, circulava nas proximidades da área da seleção egípcia, mas não conseguia criar situações claras de gol. Aos 13, o Egito conseguiu armar um contragolpe mortal, Zico marcou, mas o VAR recomendou a revisão do lance por uma falta controversa na origem do lance.
O árbitro, então, anulou o gol egípcio. Dez minutos depois, não houve maneira de impedir a comemoração dos egípcios. Salah conduziu sua seleção ao contra-ataque. Hassan recebeu passe, arrancou pela direita e cruzou na medida para Zico escorar e marcar o segundo.
Em um momento raro de desatenção do Egito, a Argentina descontou com um gol de cabeça de Romero, que apareceu livre na grande área aos 34 para surpreender o arqueiro adversário após passe de Messi. Foi o gatilho para que o astro ressurgisse no jogo, fadado a ser herói. Aos 38, Messi começou e terminou o lance que deixou a partida empatada.
Bola erguida na área, bate rebate e gol do maior artilheiro de Copas, que somou seu 21º. O Egito tentou prender a bola para levar o jogo até a prorrogação. Um passe errado de Salah gerou um ataque da Argentina, Lautaro cruzou e Enzo Fernández cabeceou cruzado e decretou a virada, aos 47.
FICHA TÉCNICA ARGENTINA 3 X 2 EGITO ARGENTINA - Dibu Martínez; Molina (Montiel), Romero (Otamendi), Lisandro Martínez e Tagliafico (Lautaro Martínez); Paredes, Enzo Fernández, De Paul (Nico González) e Mac Allister; Messi e Julián Álvarez (Medina). Técnico: Lionel Scaloni. EGITO - Shobeir; Hany, Yasser Ibrahim, Rabia e Hafez; Attia, Lashin (Zizo), Ashour (Fathy) e Zico (Marmoush); Salah e Hassan (Trézéguet).
Técnico: Hossam Hassan. GOLS - Yasser Ibrahim, aos 15 minutos do primeiro tempo; Zico, aos 23, Romero, aos 34, Messi, aos 38, e Enzo Fernández, aos 47 do segundo. CARTÕES AMARELOS: Hossam Hassan, Shobeir, Attia, Haissem Hassam e Fathy (Egito).
CARTÃO VERMELHO - Elsaghir (Egito). ÁRBITRO - François Letexier (França). PÚBLICO - 68.239 presentes. LOCAL - Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
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