
O ex-goleiro Oliver Kahn, da Alemanha, fez críticas à Fifa depois do episódio envolvendo o atacante Balogun, dos Estados Unidos. O jogador norte-americano foi expulso no duelo de 16 avos de final, mas teve o cartão vermelho suspenso e jogou contra a Bélgica na segunda-feira, 6, pelo confronto de oitavas de final da Copa do Mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que falou com a Fifa sobre a expulsão.
O mandatário da entidade, Gianni Infantino, confirmou o contato de Trump, mas salientou que os comitês da Fifa são independentes. O fato é que Balogun teve a punição anulada e jogou pelos Estados Unidos contra os belgas. Diante desse cenário, Oliver Kahn contestou a Fifa e fez um pedido irônico: repetir a final da Copa de 2002, na qual a Alemanha foi derrotada pelo Brasil por 2 a 0.
Um dos craques da seleção alemã na época, Michael Ballack ficou de fora da decisão por estar suspenso. O ex-meio-campista levou o segundo cartão amarelo na semifinal, em duelo contra a Coreia do Sul. "Se estamos reescrevendo a história do futebol agora, tenho uma pequena sugestão: gostaria que a Fifa anulasse o cartão amarelo mostrado a Michael Ballack na semifinal da Copa do Mundo de 2002, aquele que o deixou fora da final.
E já que estamos nesse assunto, poderíamos muito bem jogar novamente a final contra o Brasil", disse Kahn nas redes sociais. A partir de 2002, a Fifa mudou a regra na Copa do Mundo. Os cartões amarelos são zerados depois das quartas de final.
Um atleta só será suspenso na decisão se receber o cartão vermelho na partida da semifinal. Mesmo perdendo a final de 2002 para o Brasil, Oliver Kahn foi eleito o melhor jogador daquele Mundial, disputado no Japão e na Coreia do Sul.
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