Palavra do Leitor

Brasil fora da Copa – 1
‘Em São Bernardo, torcedores lamentam derrota da Seleção Brasileira’ (www.dgabc.com.br). Ancelotti não é técnico para a Seleção. Pede para sair.
Andreia Monteiro
do Instagram
Brasil fora da Copa – 2
A Seleção só pegou galinha morta. Quando pegou uma seleção de verdade, deu nisso.
Antonio Silva
do Instagram
Brasil fora da Copa – 3
Nós, brasileiros, sempre esperamos ver o Brasil numa final de Copa e, mais ainda, sermos campeões. Esse sonho, porém, parece cada vez mais distante. Nossos craques estão cada vez mais escassos e hoje vemos jogadores mais robotizados e burocratizados. A grande diferença do futebol brasileiro sempre foi a técnica e a capacidade de criação individual. Atualmente, nossos garotos não têm mais liberdade em campo e, segundo alguns boleiros do passado, são praticamente proibidos de tentar jogadas mais ousadas. Soma-se a isso a bagunça que é a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), onde os últimos presidentes estiveram mais envolvidos em falcatruas e páginas policiais do que com o futebol. Outro ponto: após cinco jogos na Copa, se colocarmos os jogadores perfilados, a maioria dos brasileiros, inclusive eu, que acompanho futebol, mal sabe o nome dos atletas. Perdeu-se a identidade entre torcida e jogador. Temos ainda o inédito treinador estrangeiro, competente, mas que ainda não se encaixou. Nossos últimos grandes craques foram Ronaldinho, Rivaldo, Romário e Kaká. Hoje, apenas Neymar é fora da curva, porém sem condições físicas ideais. Vini Jr., nosso melhor jogador na Copa e brigando pela artilharia, deveria ter batido o pênalti e tê-lo perdido também. Faz parte do futebol, mas não deveria ter pipocado. Se quisermos sonhar mais alto, precisamos resgatar a essência do nosso futebol.
Mauri Fontes
Santo André
Brasil fora da Copa – 4
Após a merecida vitória da Noruega sobre nossa Seleção e como é típico dos brasileiros, teve início a tradicional caçada às bruxas. Parte da mídia especializada, que elogiou aos quatro cantos a convocação do nosso ruminante técnico, agora quer sua cabeça e a de vários atletas. Mas será que esse é o caminho? Será que hoje o técnico tem autoridade suficiente para convocar seus preferidos? Vamos aos fatos: Nossa última conquista foi em 2002 e quando todos clamavam pela presença de Romário, Felipão bateu o pé e não levou o baixinho. Ele simplesmente manteve sua autoridade de técnico, enfrentou a tudo e a todos e o resultado foi o pentacampeonato. De lá para cá, uma sucessão de interferências negativas colaborou para o fracasso de nossa Seleção. Quem convoca hoje não é mais o técnico e sim os empresários dos jogadores, os patrocinadores aliados a uma mídia sedenta por dinheiro e, mais recentemente, dos sites de apostas, tudo sob os olhares complacentes e gananciosos da CBF. Queremos o hexa? Que tal começarmos a caçar as verdadeiras bruxas?
Vanderlei Retondo
Santo André
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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 6 de julho de 2026
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