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Novas tarifas dos EUA devem afetar 4.100 itens brasileiros

Balanço representa US$ 14,9 bi em exportações; cobranças podem entrar em vigor em 15 de julho

Beatriz Mirelle
07/07/2026 | 09:58
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FOTO: Ricardo Stuckert/PR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou na última segunda-feira (6) estimativa de que 4.187 produtos vendidos pelo Brasil aos Estados Unidos poderão ser afetados pelas tarifas sugeridas pelo USTR (sigla em inglês para o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). O volume equivale a US$ 14,9 bilhões em exportações. O balanço foi publicado no mesmo dia em que começaram as audiências públicas em Washington relacionadas às possíveis cobranças.

Entre os produtos estão ferro-gusa não ligado; açúcar bruto; álcool etílico; molduras de madeira; e hidróxido de alumínio. O governo federal tem até o dia 15 para chegar a acordo com o republicano Donald Trump e evitar as cobranças.

Ao menos 40 entidades e empresas brasileiras e dos Estados Unidos se inscreveram para participar da sessão, que deve se estender até esta terça-feira (7). “Todos esses produtos estão hoje submetidos à tarifa adicional temporária de 10%, vigente até dia 24 de julho. Se as duas novas propostas forem adotadas, haverá um acréscimo de 27,5 pontos percentuais sobre esses bens, dos quais 62% são bens intermediários, utilizados como insumos em processos produtivos. Neste caso, a taxação contra o Brasil chegaria a 37,5%”, indica a CNI em nota. 

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Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a aprovação também elevará custos para os norte-americanos. “O aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países. Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas, nas quais muitos produtos brasileiros são essenciais para a indústria dos EUA.”

O USTR propôs sobretaxar produtos exportados pelo Brasil em 25% após concluir que o Brasil adota medidas que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. O órgão cita preocupações com métodos de pagamento, como Pix, falhas na aplicação de leis anticorrupção e pirataria. 

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