Deixa de ser facultativo Nova regra torna obrigatória a cobertura para a entrada de visitantes estrangeiros no país; tendência já foi adotada por outros destinos
FOTO: Divulgação

A Colômbia passou a exigir seguro-viagem de todos os turistas estrangeiros que desejam entrar no país. A medida, que já está em vigor, torna obrigatória uma cobertura que antes era facultativa e acompanha tendência internacional de ampliar a proteção aos visitantes, bem como reduzir impactos sobre os sistemas locais de saúde.
Para Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, muitos brasileiros deixavam de contratar o serviço por considerá-lo um custo desnecessário ou por acreditarem que a cobertura oferecida por cartões de crédito seria suficiente. No entanto, despesas médicas decorrentes de acidentes ou problemas de saúde podem alcançar valores elevados, especialmente em hospitais e clínicas particulares.
Cabe pontuar que o custo do seguro segue sendo um dos menores dentro do planejamento, pois "representa, muitas vezes, menos de 1% do valor total da viagem", explica. "Para o setor, isso é positivo porque tira o seguro da categoria ''opcional'' e o coloca onde ele sempre deveria estar: no check-list de itens básicos, como a passagem", afirma Reichenbach.
Custos
De acordo com a empresa, há planos a partir de R$ 9,23 por dia, com cobertura médica de até US$ 110 mil, além de assistência para extravio de bagagem, cancelamento de viagem e suporte jurídico. A contratação é totalmente digital e pode ser feita em poucos minutos, embora a recomendação seja adquirir o seguro logo após a compra das passagens para garantir coberturas adicionais.
A obrigatoriedade entra em vigor em um momento de crescimento do turismo colombiano. Destinos como Bogotá, Medellín, Cartagena e o Parque Nacional Natural Tayrona seguem entre os mais procurados por visitantes internacionais. Segundo a ProColombia, mais de 41 mil brasileiros viajaram ao país apenas nos dois primeiros meses de 2026.
Além do seguro-viagem, a Colômbia continua exigindo o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela. O país passa a integrar a lista de destinos que já adotam esse requisito, ao lado de nações do Espaço Schengen, Cuba, Equador, Argentina e Emirados Árabes Unidos. Segundo especialistas, a medida tende a fortalecer a segurança dos turistas sem representar um impacto significativo no custo da viagem.
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