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Michelle Bolsonaro tenta conter repercussão negativa após elogio a programa de Lula

Em novo post, ela afirma que a defesa das pessoas com deficiência é uma pauta que está "acima de qualquer ideologia ou partido"

04/07/2026 | 15:50
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Reprodução/X e Ricardo Stuckert/PR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou neste sábado (4) uma nova mensagem nas redes sociais para tentar conter a repercussão negativa causada por seu elogio, na sexta-feira (3), à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo Lula.

No novo post, Michelle afirma que a defesa das pessoas com deficiência é uma pauta que está "acima de qualquer ideologia ou partido" e cita como exemplo a sanção, por Jair Bolsonaro, da Lei Amália Barros - projeto de autoria de um parlamentar do PT que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial. Segundo ela, o marido avaliou o mérito da proposta independentemente de quem a apresentou.

A ex-primeira-dama também alega que a política de educação bilíngue para surdos foi elaborada ainda durante o governo Bolsonaro, mas teve a tramitação atrasada por uma ação judicial, o que teria impedido sua entrega antes do fim do mandato. Ela conclui afirmando que o mais relevante não é a autoria da política, mas seus beneficiários, e parabeniza novamente a comunidade surda.

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Entenda as críticas a Michelle Bolsonaro

A publicação é uma resposta à reação de parte da base bolsonarista após Michelle classificar o programa do MEC como um "sonho realizado" e parabenizar a comunidade surda em post na sexta-feira. A repercussão negativa levou parlamentares e lideranças do PL a compartilharem críticas nas redes, incluindo montagens da ex-primeira-dama associada ao PT e acusações de traição.

O episódio se soma à crise que já se desenhava dentro do PL. Na semana anterior, Michelle havia divulgado um vídeo relatando um desentendimento com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro, a quem acusou de tê-la tratado com desrespeito em uma ligação telefônica. Flávio pediu desculpas publicamente horas depois. A situação gerou divisão entre parlamentares do partido e culminou na saída de Michelle do comando do PL Mulher.

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