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Urbia deixará gestão de parques Cantareira e Horto Florestal; governo de SP prevê 'relicitação'

02/07/2026 | 21:32
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Responsável desde 2022 pela gestão dos parques estaduais Cantareira e Alberto Löfgren (Horto Florestal), localizados na zona norte de São Paulo e na região metropolitana da capital, a Urbia decidiu romper o contrato de concessão de 30 anos com o governo do Estado e deixar a administração das duas áreas.

O secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, afirmou nesta quinta-feira, 2, em conversa com a imprensa, que a empresa já realizou todos os investimentos previstos no contrato, mas não viu vantagem em manter a administração, já que, segundo ele, não conseguiu obter lucro com os serviços oferecidos nos parques.

A Urbia continuará à frente da gestão das áreas até que o governo paulista adote uma solução definitiva para a situação. Nesta quinta-feira, foi publicada no Diário Oficial do Estado uma resolução que prevê a realização de estudos para uma eventual "relicitação" no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP).

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"A avaliação poderá considerar eventual relicitação ou possível repactuação contratual, conforme previsto na resolução publicada. Neste momento, não há definição sobre nova concessão ou modelo a ser adotado", informou a Secretaria de Parcerias em Investimentos, em comunicado.

A Urbia, também por meio de nota, informou que permanece responsável pela gestão dos parques, afirmou que cumprirá as obrigações contratuais e garantiu que manterá a operação e a prestação dos serviços aos visitantes até que o impasse seja solucionado.

A concessionária confirmou que estão sendo avaliadas alternativas que incluem eventual relicitação ou repactuação contratual e que "não há definição final sobre a solução que será adotada".

A concessão dos parques Cantareira e Horto Florestal foi assinada em 2022 pelo então governador João Doria (à época no PSDB). O valor da outorga foi de cerca de R$ 850 mil.

Ficou estabelecido que a Urbia seria responsável pelos serviços de limpeza, manejo e vigilância dos parques, pela modernização das estruturas, pela ampliação da oferta de serviços e pela conservação e manutenção dos espaços durante os 30 anos da concessão.

Em contrapartida, a empresa recebeu autorização para explorar alguns serviços, como a cobrança de ingressos - a entrada para o Parque Cantareira poderia chegar a R$ 60 -, alimentação, comércio, transporte e atividades de ecoturismo.

O contrato previa também intervenções obrigatórias por parte da Urbia, como a criação de uma ligação e de um serviço de transporte entre os dois parques (que poderia ser cobrado), a oferta de serviços de alimentação em ambas as unidades e a disponibilização de redes Wi-Fi gratuitas ao menos no Horto Florestal e no Núcleo Engordador.

Foi acordado entre o Estado e a concessionária um investimento mínimo de R$ 45,5 milhões, dos quais R$ 31 milhões deveriam ser aplicados até 2028. Considerando as demais intervenções previstas, o investimento total estimado no contrato era de R$ 56 milhões. A receita estimada pelo governo era de R$ 882,1 milhões, com retorno esperado a partir do sétimo ano.

A Urbia também administra o Parque Ibirapuera, na zona oeste de São Paulo, além dos parques Eucaliptos, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Lajeado e Tenente Brigadeiro Faria Lima.




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