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Caro e ineficaz

02/07/2026 | 11:09
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) ganhou fama nacional de pedágio mais caro do Brasil. E, desde a última quarta-feira (1°), ficou ainda mais custoso aos motoristas utilizar o conjunto de estradas que ligam a Capital ao Litoral Paulista, passando pelo Grande ABC. Com o aval da Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), a tarifa passou a custar R$ 40,60, aumento de 4,91% em relação aos já pesados R$ 38,70 de antes.

A alta, entretanto, não é acompanhada de melhorias dos serviços oferecidos ao longo do trajeto pela empresa que administra as autopistas desde 1988, quando elas foram privatizadas pelo governo de São Paulo. E quem diz isso são pessoas que as utilizam, mas que não conseguem vislumbrar razões para preços tão exorbitantes.

Incontáveis foram as vezes em que a reportagem deste Diário apontou problemas, seja no trecho de planalto ou na Serra do Mar. E no primeiro dia com o valor majorado não foi diferente. Motoristas relataram falta de áreas para descanso, de assistência em caso de problemas, deficiências na pavimentação e iluminação inadequada. Questões que, isoladamente ou em conjunto, são potenciais geradoras de acidentes. Imprevistos que, quando ocorrem, causam prejuízos materiais e deixam vítimas, inclusive fatais.

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É sempre bom lembrar que, pelas estradas que compõem o SAI, além de intenso fluxo de pessoas em carros de passeio, coletivos ou motos, circula uma boa parte das riquezas do País. Mercadorias que saem de vários Estados em direção ao Porto de Santos ou que desembarcam no principal terminal marítimo brasileiro e seguem, via terrestre, para seus destinos.

Embora ninguém goste, pagar pedágio é uma obrigação de quem transita pelas estradas e rodovias. É com os valores arrecadados nas cabines de cobrança – e futuramente nos sensores do free flow – que, espera-se, sejam realizadas manutenções e outras melhorias. O que se deseja, entretanto, é que haja equivalência entre a quantia desembolsada e a contrapartida oferecida. E, no caso do SAI, isso não ocorre. E faz tempo.

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