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Petrobras reduz preço do diesel e cobre retirada da subvenção por parte do governo federal

Estatal anunciou queda de R$ 0,35 e mantém valor médio em R$ 3,30 para distribuidoras

Beatriz Mirelle
30/06/2026 | 21:35
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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Poucas horas depois de o governo federal anunciar corte de R$ 0,35 da subvenção do litro do diesel, a Petrobras informou nesta terça-feira (30) que realizará redução no mesmo valor no preço desse combustível. As duas medidas entram em vigor hoje. Juntas, elas não devem gerar nenhum impacto ao consumidor final. No Grande ABC, o valor médio nas bombas é de R$ 6,85, indica a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

“Dessa forma, os preços de venda para as distribuidoras permanecerão inalterados, com média de R$ 3,30 por litro”, divulga a estatal.

Segundo o Ministério da Fazenda, a retirada dos subsídios ocorre após a redução das tensões no Oriente Médio, com o acordo parcial de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. No momento, o barril do petróleo Brent, referência internacional, voltou a ser negociado em US$ 70, nível semelhante ao observado antes do conflito. 

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Essa subvenção foi criada em 31 de maio para substituir a desoneração de impostos federais. “A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços, também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas”, declara o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Ele diz que as subvenções de R$ 0,44 da gasolina e de R$ 1,12 do diesel devem ser retiradas nos próximos dias. Além delas, ainda continuam em vigor o subsídio ao GLP (gás de cozinha); desonerações de tributos federais sobre o biodiesel e de impostos sobre o querosene de aviação. Por outro lado, a Petrobras também usou a “evolução dos mercados interno e externo de petróleo e derivados” para justificar a redução do diesel.

O presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista e Derivados de Petróleo do Grande ABC), Roberto Leandrini Júnior, explica que, sem a contrapartida da estatal, o corte da subvenção causaria alta de R$ 0,15 no litro na bomba em até duas semanas. “Qualquer mudança no diesel já tem repercussões que se estendem sobre toda a cadeia. A nossa base de transporte é rodoviária. As transportadoras repassariam os aumentos para os mercados e, consequentemente, pressionariam os valores dos alimentos.” 

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