Novo Caged São Bernardo liderou os dados, com saldo negativo de 1.270 vagas, seguido por São Caetano (-457) e Mauá (-98)
Bruno Peres/Agência Brasil

O Grande ABC perdeu 1.607 vagas de empregos formais em maio. Esse é o pior resultado para o mês desde 2020, quando 9.280 postos foram fechados. São Bernardo liderou os números, com saldo negativo de 1.270 vagas. Em seguida, os destaques ruins ficaram com São Caetano (-457) e Mauá (-98). Já os positivos foram registrados em Santo André (102), Diadema (66), Ribeirão Pires (48) e Rio Grande da Serra (duas vagas criadas).
Em abril deste ano, o saldo foi positivo, com 314 cargos. Já no mesmo período de 2025, 1.822 oportunidades foram criadas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.
A região segue o cenário nacional. O Brasil criou 72.960 vagas de trabalho em maio deste ano. O saldo é resultado de 2,2 milhões de admissões e 2,1 milhões de desligamentos. O dado superou negativamente o mês anterior (79.526), com recuo de 8,2%.
De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o cenário é explicado pelos efeitos da política monetária, os impactos da guerra no Oriente Médio e as repercussões das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, esses fatores geram transtornos no mercado global. “Quero chamar a atenção do Banco Central, que precisa olhar isso; acho que a política monetária, do jeito que está, vem gerando um efeito muito negativo no mercado de trabalho, que era para estar mais positivo ainda”, afirmou Marinho.
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