Palavra do Leitor

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Maus-tratos aos animais
‘Vereador e Polícia Civil de Santo André resgatam 65 animais de canil clandestino de Rio Grande da Serra’ (www.dgabc.com.br). Não dá para entender porque tanta maldade. Só pensam no dinheiro.
Tais Santos do Instagram
Terremotos na Venezuela
‘Dois brasileiros morrem em terremotos na Venezuela, diz Itamaraty’ (www.dgabc.com.br). A Venezuela voltou a tremer. Desta vez, pela força da natureza. Casas vieram abaixo, famílias perderam tudo e milhares de pessoas passaram a depender da solidariedade internacional. Diante de uma tragédia como essa, resta desejar que a ajuda humanitária chegue rapidamente a quem sofre. Mas é impossível não lembrar que o país já havia sido devastado por outro terremoto, muito mais lento e persistente: o provocado pelos governos autoritários de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Esse não derrubou apenas prédios. Derrubou a economia, as instituições, a liberdade e a esperança de um povo. É uma ironia cruel que uma das maiores reservas de petróleo do mundo conviva com escassez de alimentos, medicamentos e oportunidades. A riqueza do subsolo jamais compensou a pobreza imposta por um regime que concentrou poder e destruiu a capacidade produtiva do país. No Brasil, felizmente, terremotos são raros. Nossas tragédias costumam ter outras origens: incêndios em comunidades, enchentes, deslizamentos e uma dependência crescente de políticas assistenciais que deveriam ser transitórias, não permanentes. A solidariedade é indispensável nas emergências, mas nenhum povo deveria depender eternamente dela para sobreviver. A natureza pode destruir cidades em poucos minutos. Governos autoritários conseguem destruir uma nação durante décadas. Os escombros deixados por um terremoto podem ser removidos por tratores. Os escombros deixados por ditaduras exigem gerações inteiras para serem reconstruídos. O primeiro destrói casas; o segundo destrói o futuro. Reconstruir paredes leva tempo; reconstruir a liberdade leva gerações.
Izabel Avallone - Capital
PF e banco Digimais
‘PF: Digimais replicou tática do Master de superavaliar ativos com rentabilidade desproporcional’ (www.dgabc.com.br). Pelo que a PF (Polícia Federal) vem apurando, as investigações envolvendo o Digimais – banco ligado ao bispo Edir Macedo – apontam para práticas semelhantes às suspeitas de fraudes atribuídas ao Banco Master. O esquema consistiria no uso de fundos de investimento para inflar artificialmente os valores patrimoniais, configurando uma possível manipulação contábil. Recentemente, dirigentes do Digimais foram alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pela PF. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens dos investigados, incluindo o próprio Edir Macedo, líder da Igreja Universal e apontado entre os envolvidos na investigação. Diante disso, surge um questionamento relevante: o Banco Central não deveria adotar uma postura mais ágil e preventiva na fiscalização dessas instituições, especialmente as de menor porte? Uma mudança no modelo de acompanhamento seria fundamental para evitar que eventuais fraudes mascarem balanços patrimoniais, como ocorreu nos casos investigados. A ausência de uma auditoria mais severa pode permitir que rombos bilionários permaneçam ocultos, deixando correntistas vulneráveis aos impactos de uma eventual liquidação judicial decretada pelo BC. Nessas situações, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) é obrigado a intervir para ressarcir clientes, respeitando o limite legal de R$ 250 mil por CPF. O sistema financeiro brasileiro, reconhecido globalmente por sua solidez e regulamentação rigorosa, não pode ficar à mercê de condutas que coloquem em risco a segurança do mercado e o patrimônio dos cidadãos.
Paulo Panossian - São Carlos (SP)
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