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CNJ divulga ranking de transparência e 20 órgãos do Judiciário atingem nota máxima

29/06/2026 | 19:56
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Vinte órgãos do Judiciário cumpriram integralmente os critérios de transparência avaliados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2026. O número supera o da edição anterior, quando 19 órgãos atingiram o índice máximo.

O resultado parcial da 9ª edição do Ranking da Transparência do Poder Judiciário foi divulgado na quinta-feira, 25.

Entre os órgãos com nota máxima estão sete tribunais de justiça (TJAM, TJGO, TJMA, TJPA, TJPI, TJRR e TJRS), sete tribunais regionais do trabalho (TRT4, TRT6, TRT12, TRT13, TRT16, TRT18 e TRT22), quatro tribunais regionais eleitorais (TRE-AC, TRE-BA, TRE-GO e TRE-RO), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).

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O próprio CNJ, responsável pela coordenação do ranking, não atingiu a nota máxima: o conselho obteve 96,3% dos critérios avaliados.

Na outra ponta, quatro órgãos ficaram abaixo de 90% dos critérios avaliados: o TRT10 obteve o menor índice, com 86,6%, seguido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com 87,6%, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), com 87,7%, e pelo TRT8, com 89,6%.

Outros 83 órgãos alcançaram mais de 90% de cumprimento dos itens avaliados em 2026.

Entre os casos que ilustram falhas, o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJMRS), que obteve 95% dos critérios, perdeu pontos por manter dados públicos de contratos hospedados em um link fora do ar. Ao acessar a página de "Contratados Pagos - 2024" no portal do tribunal, o usuário era redirecionado para um endereço hospedado no nome de Diego Velho - servidor que morreu em setembro de 2025, meses antes da avaliação.

A iniciativa é coordenada pelo CNJ com o objetivo de incentivar os tribunais a apresentar suas informações de forma mais clara e padronizada.

O Ranking da Transparência avalia todos os órgãos do Judiciário em seis categorias: Justiça Estadual, Federal, do Trabalho, Militar Estadual, Eleitoral e Tribunais Superiores e Conselhos. A pontuação é calculada com base em 83 questões distribuídas em 11 temas, entre eles gestão orçamentária, licitações e contratos, tecnologia da informação, ouvidoria e acessibilidade.

Os tribunais e conselhos têm prazo de cinco dias para contestar a pontuação recebida. O resultado final do ranking será publicado após o encerramento do período de impugnações.




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