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Cidadania europeia amplia oportunidades para futuras gerações

Além da livre circulação, dupla nacionalidade garante acesso à educação, saúde, trabalho e maior segurança para descendentes

Vagner Aquino
29/06/2026 | 19:09
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FOTO: Reprodução/Shutterstock Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A cidadania europeia tem despertado cada vez mais o interesse de brasileiros que buscam ampliar as oportunidades para as próximas gerações. Dados divulgados pelo Eurostat mostram que os 27 países da União Europeia concederam 1,2 milhão de nacionalidades em 2025, recorde histórico. O bloco também concentra os países mais bem avaliados em qualidade de vida, segundo indicadores da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Além de facilitar o acesso ao mercado de trabalho e ao ensino superior, a dupla cidadania proporciona benefícios ligados à qualidade de vida, segurança (jurídica e social) e mobilidade internacional. De acordo com o Índice Global da Paz de 2026, a Europa continua sendo a região mais pacífica do mundo, oferecendo maior estabilidade institucional e baixos índices de criminalidade. Para Rafael Gianesini, CEO da Cidadania4U, o documento representa um investimento de longo prazo para famílias com direito à nacionalidade por descendência. 

De acordo com Gianesini, "Para um descendente, isso (a cidadania europeia) significa crescer em cidades planejadas, com maiores investimentos em infraestrutura verde e mobilidade urbana. Além disso, funciona como um 'passe livre' para o prestígio acadêmico, devido aos programas educacionais que possuem". Outro benefício é o acesso à educação. Cidadãos europeus podem estudar em universidades do bloco pagando mensalidades reduzidas ou, em muitos casos, gratuitamente, além de terem acesso facilitado a programas de intercâmbio e bolsas de estudo.

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Saúde e viagens

Na área da saúde, quem reside na União Europeia pode utilizar sistemas públicos de atendimento por meio do Cartão Europeu de Seguro de Doença, além de contar com mecanismos de integração da previdência social entre diferentes países do bloco. A cidadania também amplia a mobilidade internacional. O passaporte europeu permite entrada sem necessidade de vistos em mais de 180 países e garante o direito de viver, trabalhar, estudar e se aposentar em qualquer um dos 27 países da União Europeia, além de Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Outro diferencial é a possibilidade de transmissão da nacionalidade aos descendentes, conforme as regras de cada país. Dessa forma, filhos e netos podem herdar o direito, preservando vínculos familiares e ampliando oportunidades para as gerações futuras.

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