Foco nos 16 avos de final A seleção norueguesa pode enfrentar o Brasil caso vença a Costa do Marfim nos 16 avos de final
FOTO: Reprodução/X/@nff_landslag

"Estamos aqui para colocar esse jogo para trás", diz o técnico Stale Solbakken, da Noruega, em referência à vitória norueguesa sobre o Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 1998. Foi o máximo que ele aceitou falar sobre a seleção brasileira durante a entrevista coletiva desta segunda-feira, véspera da partida contra a Costa do Marfim pela segunda fase do Mundial. O motivo do Brasil estar na pauta é que o vencedor do duelo enfrentará a seleção brasileira, que venceu o Japão por 2 a 1.
"Não acho que essa seja a coletiva apropriada para isso. Prometo falar sobre isso se nos vermos de novo. O jogo (de 1998) foi importante para jogadores e treinadores e, por isso, lembramos. Mas estamos aqui para também colocar esse jogo para trás", falou Solbakken.
A resposta é protocolar, indicando o foco na Costa do Marfim. Entretanto, a firmeza com que o treinador responde convence de que os noruegueses não têm pressa para pensar nas oitavas de final. "Muito cedo. Vamos tentar ganhar amanhã (terça-feira)", repetiu Solbakken quando voltou a ouvir perguntas sobre o Brasil.
As respostas sobre a Costa do Marfim foram menos curtas. "Precisamos manter nosso melhor nível. Estamos bem preparados. Temos que bater a força física deles e ganhar a bola. Eles são um time muito forte. Temos de igualar isso.
Se conseguirmos, podemos manter nossa identidade. Teremos um jogo apertado", comentou. Solbakken enfatizou que o time da Noruega espera ter a posse durante o jogo. Contra o Iraque, a posse ficou com eles em 90% do tempo.
Até mesmo quando não foi líder na estatística, não ficou tão para trás. O dado foi de 43%, tanto contra França quanto contra Senegal. O estilo de jogo, avalia Solbakken, já não é mais o mesmo da Noruega dos anos 1990, quando, em 1998, a equipe havia jogado Copa do Mundo pela última vez.
"(Hoje) são jogadores que estão acostumados a ter a bola. Comparado com os anos 1990, era um tipo mais forte fisicamente. A organização do time é tão importante agora quanto antes, mas acho que essa é nossa diferença. Gostamos de ter a bola", falou.
O técnico foi firme, sem ser rude, nas respostas sobre o Brasil e técnico ao falar da Costa do Marfim. O bom humor ficou para comentar a festa que a torcida norueguesa tem feito: "Espero que quem tenha inventado a remada tenha patenteado."
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