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Ciro Gomes se esquiva de briga entre Michelle e Flávio: 'Não vi o vídeo'

'O eixo do nosso entendimento aqui é um projeto de emancipação do Ceará que nós consideramos que está sendo muito mal tratado', disse Ciro

26/06/2026 | 11:45
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FOTO: Valter Campanato/Agência Brasil
FOTO: Valter Campanato/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ciro Gomes (PSDB), um dos envolvidos na crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro, se distanciou da briga. "Não vi e nem vou ver", disse o pré-candidato ao governo do Ceará se referindo ao vídeo em que a ex-primeira-dama acusa Flávio de ter a humilhado.

"É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui. Eu sigo aqui tranquilo. O eixo do nosso entendimento aqui é um projeto de emancipação do Ceará que nós consideramos que está sendo muito mal tratado", disse Ciro ao G1.

Apesar de se esquivar, Ciro Gomes é peça central na confusão envolvendo os Bolsonaros. Em dezembro, Michelle criticou publicamente a decisão do diretório cearense do PL de apoiar candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado.

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Ela disse não aceitar aliança com "um homem que é contra o maior líder da direita".

Flávio reagiu nas redes sociais acusando a madrasta de atropelar a vontade do pai. Segundo Michelle, ao tentar ligar para Flávio após as críticas públicas, ele não atendeu. Quando retornou a ligação, horas depois, foi "muito ríspido".

"Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", relatou Michelle no vídeo, falando em 'uma punhalada". Segundo ela, desde esse dia Flávio não voltou a procurá-la. 'Estou respeitando o que ele falou e é só isso", disse em vídeo publicado na quarta-feira (24) 

Michelle acusou Ciro de ser "o principal responsável" pelo processo que levou à inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Disse que, durante a pandemia, o pré-candidato tucano incentivou que chamassem o marido de genocida e o chamou de "ladrão de galinhas, corrupto, burro e jumento".

Michelle também acusou Ciro de ter "se alegrado" com as condenações do 8 de janeiro, incluindo a do marido. Por fim, citou declaração recente de Ciro à revista Veja segundo a qual "Bolsonaro e Lula são iguais", e disse que "é só uma questão de tempo para ele se voltar contra a direita".

A ex-primeira-dama apoia a candidatura de Eduardo Girão (Novo-CE) ao invés de Ciro Gomes.

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