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Mauá abre 1º ponto de apoio do Brasil aos profissionais de aplicativos

Município inaugura Parada Certa, espaço voltado aos motoristas e entregadores com microondas, televisão, banheiros e chuveiros

26/06/2026 | 09:19
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Prefeitura de Mauá inaugurou, na última quinta-feira (25), a primeira unidade do Parada Certa do Brasil, um ponto de apoio voltado a entregadores e motoristas de aplicativos. A iniciativa é uma parceria entre a gestão mauaense, o governo federal e a Fundação Banco do Brasil. O local possui micro-ondas para aquecer refeições, tomadas para carregar celulares, TV, bebedouro, banheiros e chuveiros. O evento de inauguração contou com a presença do ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (Psol), e trabalhadores da classe.

Localizado entre as avenidas Barão de Mauá e Antônia Rosa Fioravanti, o espaço recebeu recursos de cerca de R$ 500 mil, provenientes do governo federal. No horário de funcionamento, das 10h às 19h, a expectativa é de que entre 200 e 300 pessoas utilizem o local diariamente.

Morador de Mauá, o motoboy Ricardo Cavalcante, 26 anos, conferiu a novidade. Há cinco anos no setor das entregas por aplicativo, o profissional destacou que o ponto serve como refúgio na rotina. “Nós que trabalhamos na rua não tínhamos lugar para ficar. Encaramos chuva e sol, sem ter um lugar adequado para esquentar marmita. Tem muito ‘motoca’ que vai para outro serviço ou faculdade sem tempo para tomar banho”, disse.

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Entregador e também residente mauaense, Thiago Monteiro, 26, está há três anos no ramo e relatou falta de apoio no dia a dia. “Acredito que vá ajudar bastante, no Centro poderia inaugurar um assim também. Vai ser bom para tomar água e descansar um pouco. Na Copa, dá até para assistir ao jogo”, falou.

Segundo o secretário de Mobilidade Urbana de Mauá, Caio Carvalho, o pioneirismo da cidade decorre de um longo diálogo com o governo federal. “Em 1º de maio, após uma visita a São Bernardo, pedimos ao ministro (Boulos) que o ponto fosse viabilizado aqui. Fomos os primeiros porque pegamos na unha mesmo”, disse. Carvalho explica que a Avenida Barão de Mauá foi escolhida após votação com trabalhadores da classe.

Já Boulos reafirmou o compromisso da gestão. “O nome disso aqui foi trabalho. Não tenho dúvida de que o prefeito (Marcelo Oliveira, PT) e a equipe trataram esse projeto como prioridade total. Faço questão que Mauá seja a primeira pelo empenho do município”, disse o ministro. Além do ponto mauaense, o País deve inaugurar 100 unidades do Parada Certa até o fim deste ano.

O espaço passa por adequações, com instalação de câmeras de segurança e ajustes finais na decoração. Segundo a Prefeitura, o local será gerido pelo Instituto Interelos. “A pessoa precisará se identificar, com placa (do veículo) e nome do usuário, senão fica bagunçado. Por sermos a primeira cidade do Brasil, há uma responsabilidade, mas, no dia a dia, mostraremos o que funciona”, concluiu o secretário.

Marcelo Oliveira diz que já trabalhou como motoboy: ‘Não é fácil’

O prefeito Marcelo Oliveira (PT), 54 anos, lembrou de seu passado profissional como motoboy ao exaltar a importância do Parada Certa, ponto de apoio para motoristas e entregadores por aplicativo inaugurado nesta quinta pelo governo federal na Avenida Barão de Mauá. “Sei que não é fácil. Na maior parte das vezes, o motociclista não tem onde fazer xixi nem esquentar a sua marmita”, ilustrou.

A quem colocava a informação em xeque, Oliveira sacava do bolso e exibia aos curiosos o crachá de funcionário número 620 da ProSesp (Protege Serviços Especiais), empresa do Grupo Protege fundada na Capital em 1992. Foi contratado em 2 de fevereiro de 1994 e passou oito meses fazendo entrega de documentos. “Era registrado como motociclista. Morava em Mauá e trabalhava em São Paulo. Só pedi demissão para ir trabalhar na GM, em novembro de 1994”, detalhou o chefe do Executivo, citando a contratação como metalúrgico pela General Motors, em São Caetano, onde ficou até 2020, quando se desligou para assumir a Prefeitura.

Foi na GM que, como representante da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), Oliveira iniciou a militância sindical. “Mas nunca me esqueci da época das dificuldades de motociclista, da falta que um ponto de apoio faz, daí porque estou feliz de entregar a primeira (unidade do) Parada Certa do Brasil.”

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