A partir de 1º de julho Tarifa de R$ 38,70 recebe reajuste de 4,91% e continua sendo a mais cara do Brasil; novos valores valem para veículos de passeio e comerciais
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Matéria atualizada às 9h desta sexta-feira (26)
Os motoristas que utilizam as rodovias Anchieta e Imigrantes vão pagar mais caro no pedágio a partir da 0h de 1º de julho. A tarifa sobe dos atuais R$ 38,70 para R$ 40,60, um aumento de R$ 1,90, e continua sendo a mais cara do País. Os novos valores passam a valer para veículos de passeio e comerciais. Motociclistas seguem sem cobrança nos dois sentidos. O reajuste de 4,91% foi homologado pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) conforme informação publicada no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (24). A atualização anual das tarifas da Ecovias, que administra o SAI (Sistema Anchieta–Imigrantes) desde 1998, está prevista no contrato de concessão. Questionadas, a Ecovias e a Artesp não justificaram a necessidade do aumento. A tarifa atual é o dobro da cobrada há 15 anos. Em 2011, o pedágio para quem utilizava o sistema era R$ 20,10. Já em 2016, o valor era de R$ 25,20 e, em 2021, R$ 30,20, uma média de R$ 1 de acréscimo anual. A partir de 2022, os aumentos passaram a ser maiores, saltando para R$ 33,80 (2022), R$ 35,30 (2023), R$ 36,80 (2024) e R$ 38,70 (2025). Ou seja, em cinco anos, subiu R$ 10,40, um crescimento de 34,4%. Advogado especialista em trânsito e ex-policial rodoviário, André Bertucci afirma não haver justificativa para que os valores sejam tão altos. “Os preços sempre foram abusivos e agora chegou ao absurdo do absurdo. Há gente gastando mais com a tarifa do que com combustível, o que é sinal de que está ocorrendo um abuso por parte da operadora.” Para Bertucci, os reajustes caminham na contramão da evolução tecnológica. “Os custos estão cada vez mais sendo reduzidos com a implantação da inteligência artificial que faz a leitura automática das placas e dispensa as cabines de cobrança”, acrescenta. ‘FREE FLOW’ A Ecovias planeja a implantação do free flow, sistema de cobrança eletrônico que substituirá as praças físicas de pedágio. Nesse modelo, os veículos serão identificados por sensores e câmeras e não vão precisar parar para fazer o pagamento. O objetivo é modernizar o sistema, reduzir filas e melhorar a fluidez do trânsito. A cobrança, que atualmente é feita apenas no trajeto da Capital para o Litoral, passará a ocorrer nos dois sentidos. Com isso, o valor passará a ser dividido em R$ 20,30 na ida e R$ 20,30 na volta. A concessionária informou ao Diário que a data de início da operação do pedágio eletrônico ainda está em definição junto à Artesp e “será comunicada com a antecedência necessária para garantir clareza e segurança na transição para os usuários”. As multas por não pagamento do pedágio eletrônico estão suspensas até 16 de novembro, conforme anunciado pelo Ministério dos Transportes e pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em abril. Dessa forma, cerca de 3 milhões de infrações foram suspensas nas rodovias do País. Ecovias aponta equívoco sobre reajuste Em fevereiro último, a Ecovias iniciou as instalações dos pórticos do pedágio eletrônico, conhecido como free flow, no km 33 da Via Anchieta. O sistema estava previsto para começar a funcionar em julho. Na ocasião, o Diário perguntou à concessionária se haveria reajustes no pedágio e foi informado de que não havia previsão de aumento da tarifa, conforme foi publicado. Questionada nesta quinta-feira (25) sobre a contradição da informação com o aumento anunciado, a Ecovias afirmou que houve um “equívoco” por parte da empresa, que se referia a apenas a elevação dos valores da tarifa por conta especificamente do free flow, já que os reajustes anuais são contratuais e definidos pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). LEIA TAMBÉM:
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