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Saiba quantos milhões o PSOL tem de fundo eleitoral, motivo de briga no partido

24/06/2026 | 17:17
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O PSOL terá R$ 131,5 milhões disponíveis do Fundo Eleitoral para gastar com candidaturas no pleito de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado no começo deste mês de junho.

Esse dinheiro - que representa 14,9% do que o PL recebe (R$ 881,6 milhões) e 21,4% do que o PT recebe (R$ 615,3 milhões) - é alvo de questionamento de parlamentares da sigla, que põem em xeque os critérios usados para o repasse aos demais postulantes a cargos neste ano.

O PSOL tem direito a 2,65% do total de R$ 4,9 bilhões disponíveis do Fundo Eleitoral e que serão distribuídos às demais legendas. O PL e o PT, respectivamente, lideram o ranking. O União Brasil vem em terceiro lugar, com R$ 526,2 milhões.

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O cálculo que define o repasse do Fundo Eleitoral leva em conta quatro cotas. A primeira é dividida igualmente entre os partidos registrados no TSE. Os demais valores são definidos a partir dos votos para a Câmara, o tamanho da bancada nessa Casa e no Senado.

Os seis maiores partidos recebem 65% de todo o fundo. Os outros 24 partidos, entre eles os PSOL, ficam com 35% do montante. O PSOL é 12º colocado nesse ranking de 30 legendas.

Os parlamentares reclamaram de desproporcionalidade no repasse dos recursos. O grupo, capitaneado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), diz que o programa de fomento a candidaturas de mulheres, negros e pessoas com deficiência estaria sendo "desmontado" pela presidente do partido, Paula Coradi.

O presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, refutou o argumento de Erika e apontou que ela é quem receberá R$ 2,3 milhões - a maior parte da fatia do fundo eleitoral.

A cláusula de barreira, que afeta o repasse do fundo, é parte das queixas dos parlamentares que vieram a público.

.A cláusula de barreira é uma regra eleitoral brasileira que estabelece uma performance mínima de desempenho eleitoral nas eleições deste ano para assegurar que partidos possam ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na televisão.

Em 2026, para vencer essa cláusula, os partidos precisarão ter ao menos 2,5% dos votos válidos distribuídos em pelo menos nove Estados, com um valor mínimo de 1,5% em cada um desses Estados, ou eleger 13 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove Estados.




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