Economia Titulo Metal precioso

Ouro fecha em queda pressionado por dólar forte e perspectiva de juros

Já a prata para julho recuou 6,42%, a US$ 58,087 por onça-troy

24/06/2026 | 15:30
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FOTO: Freepik Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ouro despencou 3% e a prata 6% nesta quarta-feira (24), estendendo a queda da semana, à medida que os metais preciosos continuam pressionados pela valorização do dólar e pelo aumento das expectativas de altas de juros nos Estados Unidos ainda neste ano.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York) , o ouro para agosto encerrou em queda de 3,39%, a US$ 4.008,8 por onça-troy.

Já a prata para julho recuou 6,42%, a US$ 58,087 por onça-troy.

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O ouro chegou a operar abaixo do nível-chave de US$ 4.000 por onça-troy nas mínimas da sessão, apesar da queda ser limitada pelo forte recuo nos preços dos petróleo, que ajudam a aliviar pressões inflacionárias e derrubam os juros dos Treasuries. O metal precioso, porém, continua pressionado pela valorização do dólar americano, com o índice DXY operando no maior nível em mais de um ano.

Os investidores também ampliaram as apostas em altas de juros nos Estados Unidos neste ano, após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) adotar um tom mais duro na última reunião de política monetária e com a persistência dos temores de pressões inflacionárias ligadas à guerra com o Irã.

Para o ING, a correção do ouro, após bater recordes no início do ano, pode parecer surpreendente diante da incerteza geopolítica e da continuidade das compras por bancos centrais, mas ressalta que a fraqueza do metal precioso evidencia uma mudança de foco a partir da reprecificação das expectativas de juros. "O mercado tem dado menos peso ao papel de porto seguro e mais às implicações de juros mais altos e condições financeiras mais apertadas", explicam.

Os investidores também aguardam a divulgação do índice de gastos com consumo pessoal (PCE, em inglês) dos Estados Unidos, em busca de novos sinais sobre os rumos da política monetária.

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