
A receita líquida de vendas da indústria brasileira somou R$ 5,3 trilhões em 2024, associada à produção de cerca de 3,4 mil produtos e serviços industriais em mais de 42 mil unidades locais. Os números são da Pesquisa Industrial Anual - Produto (PIA-Produto), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira, 24.
O estudo investigou unidades vinculadas a aproximadamente 34,8 mil empresas e detalha a estrutura produtiva do País a partir dos itens que mais geram faturamento.
Pelo terceiro ano consecutivo, o petróleo liderou o ranking de produtos industriais, com R$ 278,2 bilhões em receita líquida de vendas, o equivalente a 5,3% do total nacional. Em seguida aparecem minérios de ferro e seus concentrados, com R$ 159,5 bilhões (3% do total), e o óleo diesel, com R$ 149,8 bilhões (2,8% do total).
Também tiveram destaque, pela participação no total, as carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, representando 2% do total, e a gasolina automotiva ou para outros usos, exceto para aviação, com 1,7%.
O levantamento mostra que a receita industrial está concentrada em poucos itens. Os dez principais produtos responderam por 20,9% da receita líquida de vendas em 2024. O dado reforça o peso de segmentos ligados a petróleo, mineração e alimentos na composição do faturamento industrial.
Na distribuição regional, o Sudeste concentrou 55,3% da receita líquida de vendas da indústria em 2024. O IBGE atribui esse resultado, entre outros fatores, à presença das maiores bacias petrolíferas do País, de refinarias e do quadrilátero ferrífero em Minas Gerais. Segundo o gerente da pesquisa, Marcelo Miranda, apenas três produtos - óleo bruto de petróleo, óleo diesel e minério de ferro - representaram 15,1% da receita do Sudeste no ano.
"Como destaque, podemos citar o Sudeste. A região possui três produtos principais, dentre os 3,4 mil: o óleo bruto de petróleo, o óleo diesel e o minério de ferro", afirmou Miranda em nota.
Dentro da região, os óleos brutos de petróleo responderam por 9,2% da receita do Sudeste, enquanto o óleo diesel representou 3% e os minérios de ferro, 2,9%. A região Sul ficou em segundo lugar, com 20,5% da receita, puxada por óleo diesel (3,3%), carnes e miudezas de aves congeladas (3,0%) e fertilizantes NPK (2,1%).
O Nordeste respondeu por 9,8% da receita industrial, com liderança de óleo diesel (4,5%) e gasolina automotiva (3,1%). No Norte, que teve 7,4% de participação, houve forte concentração na extração de minerais metálicos (18,2%), além de carnes bovinas (5,3%) e telefones celulares (5,2%). Já o Centro-Oeste, com 6,9% da receita, teve destaque para itens da agroindústria, como carnes de bovinos (11,4%), derivados da soja (6,1%) e etanol (5,6%), informou o IBGE.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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