Política Titulo Operação Compliance Zero

Haddad diz que Jaques Wagner atuou contra o Banco Master

O ex-ministro disse ter pedido a Wagner que orientasse a bancada a votar contra a chamada "Emenda Master"

23/06/2026 | 18:58
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FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Carlos Moura/Agência Senado
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Carlos Moura/Agência Senado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) - investigado pela Operação Compliance Zero, que apura a fraude financeira envolvendo o Banco Master.

Em declarações à Folha de S.Paulo, Haddad afirmou que pode atestar pessoalmente a atuação de Wagner no Senado para travar os interesses da instituição financeira fraudulenta. A Polícia Federal (PF) apura se o senador usou sua atuação parlamentar para favorecer o Master.

O ex-ministro disse ter pedido a Wagner que orientasse a bancada a votar contra a chamada "Emenda Master", proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Haddad disse ainda estar à disposição para depor sobre o episódio caso seja necessário.

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O discurso de Haddad repete o da defesa de Jaques Wagner. Na segunda-feira, 22, o senador apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a operação de busca e apreensão em suas moradias. O argumento é que houve "erros graves" na ação.

Em nota, o gabinete do senador também afirmou que Jaques Wagner se posicionou contra a "Emenda Master".

A fala marca uma mudança de tom em relação à postura de Haddad logo após a operação. Na ocasião ele disse esperar que a Justiça fosse feita, além de lamentar caso "uma pessoa próxima" tivesse cometido algum erro.

A Compliance Zero apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de Wagner no esquema. A PF suspeita que o senador recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões em Salvador e pagamentos de propina que somam R$ 3,5 milhões.

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