
Bruna Marquezine participou de um evento promovido pela marca Kérastase para debater empoderamento feminino e autoestima. Durante sua participação, a atriz relembrou momentos em que sofreu com a exposição de sua vida pessoal e revelou o quanto isso afetou sua carreira.
Aos 18 anos de idade, Bruna precisou aprender a lidar com a repercussão de seu relacionamento com Neymar Jr. Segundo ela, foi um período de grande vulnerabilidade, já que também enfrentava desafios profissionais enquanto protagonizava a novela das sete I Love Paraisópolis.
- Foi um momento muito vulnerável da minha vida, tinha completado 18 anos, estava fazendo uma novela que não estava indo muito bem. Me tornei protagonista desta novela já com ela no ar em uma tentativa de ganhar o público. Eu estava sentindo o peso disso em paralelo à minha vida pessoal muito exposta, não por escolha, um relacionamento muito difícil e a responsabilidade do contamos com você.
Segundo Bruna, a exposição e a cobrança afetavam seu trabalho, já que ela chorava com frequência nos bastidores e, por conta disso, chegou a receber reclamações.
- Eu chorava com muita frequência nos bastidores e fizeram uma reclamação no RH de que eu chorava muito e atrapalhava a maquiagem. Hoje em dia faço piada, mas fui chamada para uma reunião e ouvi de um homem que eu precisava ser como tal atriz e a seguinte frase: Aqui você precisa passar o crachá e começar a interpretar. Aquilo me feriu profundamente. Eu estava tão vulnerável.
E continuou:
- A síndrome da impostora começou ali. Hoje olho para aquela menina com muito afeto. Trabalhei com um ator que, nos bastidores, tinha um desempenho terrível, mas ele nunca foi chamado (para conversa). Graças à terapia, consigo olhar para trás e me acolher. Hoje não aceitaria passar por isso.
Bruna também refletiu sobre a pressão que todas as mulheres carregam de alguma forma.
- A gente aprende errando e caminhando, fazendo escolhas equivocadas, repensando. Fazendo um trabalho importante de olhar para si e de autoconhecimento. Essa pressão externa não é exclusividade minha ou do meu ofício. Todas as mulheres sofrem com ela de alguma forma. Ela impacta as nossas escolhas e as nossas vidas. É inevitável. É um processo que a gente vai conquistando frequentemente. Perde e encontra de novo. O principal é olhar para si e se acolher, disse.
No fim, ela contou que costuma fazer um exercício para se livrar desse peso:
- Tenho feito muito ultimamente o exercício de me distanciar desses pensamentos. Imagino um barquinho em um rio. Toda vez que uma coisa é uma condenação e não uma convicção, coloco nesse barquinho e observo ir embora. Tento não me identificar com aquilo que muitas vezes é importante para a gente. Tudo o que distancia a gente da nossa realidade, a gente tem que tentar observar de longe e deixar ir.
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