Palavra do Leitor

Mulheres e o trabalho
‘Mulheres da região conquistam espaço em profissões historicamente masculinas’ (Economia, dia 21). Com esta reportagem, o Diário traz à luz uma causa que sempre foi injustamente masculinizada. Somos sabedores de que vivemos em um mundo machista por excelência e por cultura social. Somos por volta de 8 bilhões e meio de seres humanos, todos nascidos de uma mulher. Mulheres que vieram à vida para fazer a diferença. Mulheres que jamais foram objetos de uso e desrespeito, mas, sim, instrumentos de vida, brilho, gratidão e reconhecimento, pois a mulher é, foi e sempre será um ser humano que deve estar onde quiser, por sua luta, vontade e desejo.
Cecél Garcia
Santo André
Master e os poderes
‘Defesa de Jaques Wagner diz que recorreu ao STF para anular busca e apreensão contra senador’ (www.dgabc.com.br). Como nasce um Master? Some a mente criminosa de um empresário a um bando de corruptos e deixe essa turma agir livremente em um ambiente sem fiscalização adequada. Considero esta uma definição precisa do grande jornalista da Band, Eduardo Oinegue. Há fortes indícios de que este caso teve sua gestação na Bahia com o Credcesta. Alguns nomes terão muito o que explicar à sociedade, e outros deverão vir à tona – que seja antes de outubro, para podermos eliminar alguns picaretas no próximo pleito. Eis alguns deles: Toffoli e o Resort Tayaya; Viviane, esposa de Moraes, e seu contrato de R$ 130 milhões; Kevin Marques, filho do ministro Nunes Marques; Guido Mantega; Lewandowski; Jaques Wagner; Flávio Bolsonaro e os R$ 60 milhões ao filme do seu pai; Ciro Nogueira; Alcolumbre e Hugo Motta, além das reuniões escondidinhas de Vorcaro no Palácio do Planalto. Como se vê, há envolvidos por todos os lados. Esperamos seriedade nas investigações e que André Mendonça prossiga firme, lúcido e corajoso na condução do maior escândalo financeiro do país e um dos maiores do planeta. Que os envolvidos paguem pelos crimes, diferentemente de outros escândalos de corrupção impunes na história do Brasil, como temos visto, tristemente. O Brasil do bem aguarda, ansioso, a virada da chave da impunidade, combustível da criminalidade.
Mauri Fontes
Santo André
Seleção Brasileira
O Brasil é pentacampeão do mundo. Por isso, uma vitória sobre o Haiti, por mais justa que seja, não deveria provocar euforia exagerada. Os haitianos merecem respeito e admiração pela luta de seu povo, mas uma seleção que já teve Pelé, Garrincha, Zico, Romário e Ronaldo não pode medir sua força diante de adversários tão modestos. Se há saudade das grandes exibições, que se busquem desafios à altura. Foi enfrentando Itália, Alemanha, Argentina, Holanda e França que o Brasil construiu sua história e conquistou cinco Copas do Mundo. Golear os mais fracos pode inflar estatísticas e alimentar entusiasmos passageiros, mas não aumenta a grandeza de quem já é grande. No futebol, como na vida, a verdadeira superioridade se revela diante dos fortes. Gol de placa, para uma seleção pentacampeã, é aquele marcado contra os grandes. Afinal, os gigantes são reconhecidos pelos desafios que aceitam, não pelos adversários que escolhem.
Izabel Avallone
Capital
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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 22 de junho de 2026
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