
Egito e Nova Zelândia entram em campo neste domingo, em Vancouver, no Canadá, pela segunda rodada da Copa do Mundo, em um confronto que pode redesenhar o cenário do equilibrado Grupo G. Depois de estreias marcadas por empates e boas atuações, as duas seleções encaram o duelo como uma oportunidade de assumir protagonismo na disputa por uma vaga na segunda fase. Os holofotes estarão voltados para dois personagens de trajetórias bem diferentes. De um lado, Mohamed Salah, principal referência do futebol egípcio na última década e um dos maiores jogadores da história do país.
Do outro, o neozelandês Just, que chegou ao Mundial longe do status de estrela, mas iniciou a competição escrevendo seu nome nos livros de recordes. Na estreia, Just marcou os dois gols do empate por 2 a 2 com o Irã e se tornou o maior artilheiro da história da Nova Zelândia em Copas do Mundo. O atacante do Motherwell, da Escócia, chega embalado e disposto a manter o bom momento.
"Vou fazer o meu melhor para me manter lá em cima na disputa pela Chuteira de Ouro, mas vai ser difícil. A seleção neozelandesa de 2010 teve três empates. Estamos aqui para fazer melhor e é para isso que vamos trabalhar", afirmou.
Ao seu lado, Chris Wood também demonstrou confiança. Um dos líderes da equipe, o experiente atacante acredita que a Nova Zelândia pode surpreender os favoritos do grupo. "Temos dois jogos difíceis pela frente, mas acreditamos que temos chances de vencer ambos", disse.
Se a Nova Zelândia aposta no entusiasmo de quem busca uma campanha histórica, o Egito deposita suas esperanças em Salah. Aos 34 anos, o atacante disputa uma Copa do Mundo cercado por expectativas. Ausente da última edição por lesão, ele sabe que pode estar diante de uma das últimas oportunidades de deixar sua marca no maior palco do futebol.
Com 67 gols pela seleção, Salah é o segundo maior artilheiro da história do Egito, atrás apenas de Hossam Hassan, autor de 69 gols e atual treinador da equipe. O técnico não esconde a ambição dos Faraós no torneio. "Nosso objetivo é avançar para a próxima fase.
Digo às pessoas: somos a seleção do Egito e não somos um time pequeno", destacou. A confiança egípcia ganhou força após a atuação diante da Bélgica. Apesar do empate por 1 a 1, o time africano foi superior durante boa parte do confronto e deixou a impressão de que poderia ter saído com os três pontos.
A tendência é que Hossam Hassan mantenha a base da equipe para o duelo decisivo. Com todos os integrantes do Grupo G somando um ponto após a primeira rodada, uma vitória pode colocar qualquer uma das seleções em posição confortável na luta pela classificação, enquanto um novo empate manteria aberta a disputa até a rodada final. FICHA TÉCNICA NOVA ZELÂNDIA X EGITO NOVA ZELÂNDIA - Crocombe; Payne, Boxall, Bindon e Cacace; Bell, Stamenic e Garbett; Old, Wood e Just.
Técnico: Darren Bazeley; EGITO - El Shenawy; Hany, Ibrahim, Rabia e Fathi; Attia, Ashour e Zizo; Salah, Marmoush e Trezeguet. Técnico: Hossam Hassan. ÁRBITRO - Omar Al Ali (Emirados Árabes Unidos) DATA - 21/06 (Domingo) HORÁRIO - 22h ONDE ASSISTIR - Globo (TV aberta), SporTV (TV fechado) e CazéTV (Youtube) LOCAL - BC Place, em Vancouver (CAN)
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