
O Banco da Inglaterra (BoE) deixou em aberto a trajetória futura dos juros e sinalizou que as próximas decisões dependerão da escala e da duração do choque energético decorrente da guerra no Oriente Médio, bem como de como ele se propagará pela economia britânica, no comunicado divulgado após a reunião de política monetária de junho.
A instituição destacou que os preços globais de energia caíram desde a reunião anterior, mas permanecem voláteis e acima dos níveis observados antes do conflito. "O impacto do choque energético na economia do Reino Unido permanece incerto. A política monetária está sendo definida para garantir que o ajuste econômico a ele ocorra de forma a atingir a meta de inflação de 2% de maneira sustentável", afirmou o texto.
O presidente do BoE, Andrew Bailey, enfatizou que o banco central reagirá prontamente a sinais de efeitos de segunda rodada mais fortes. O comunicado ponderou que o risco de efeitos secundários significativos na formação de preços e salários aumenta quanto mais tempo persistirem os preços elevados da energia. Bailey votou a favor da manutenção dos juros, junto com outros seis dirigentes, enquanto Huw Pill e Megan Greene votaram por um aumento de 25 pontos-base (pb), para 4%.
O BoE afirmou que o mercado de trabalho continua a se afrouxar e que sinais de enfraquecimento da economia podem conter as pressões inflacionárias. "As taxas de juros enfrentadas por famílias e empresas permanecem mais altas do que antes do conflito, o que contribuirá para reduzir a inflação ao longo do tempo", acrescentou.
Diante desse cenário, o Comitê de Política Monetária (MPC) disse que seguirá monitorando "de perto" a situação no Oriente Médio e a forma como seus efeitos se transmitem à economia, reiterando que está pronto para agir conforme necessário para garantir que a inflação permaneça no caminho de convergir para a meta de 2% no médio prazo.
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