Histórico Luiz Eduardo Jesus Carvalho, morador do Parque São Vicente, liderou a abertura da partida
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

Enquanto milhões de brasileiros acompanhavam pela televisão a estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026, no último sábado (13), um jovem morador de Mauá viveu a experiência de dentro do gramado. Aos 13 anos, Luiz Eduardo Jesus Carvalho entrou em campo na cerimônia de abertura na partida entre Brasil e Marrocos, no MetLife Stadium em Nova York, nos Estados Unidos, liderando a fila à frente do árbitro esloveno Slavko Vincic e carregando a bola oficial da partida.
Atacante da categoria sub-14 do Sfera, de Jarinu, Interior de São Paulo, o adolescente morador do Parque São Vicente chegou ao Mundial por meio da Kia OMBC Cup 2026, torneio internacional realizado em março, na Califórnia. A competição reuniu 63 jogadores de nove países e funcionou como uma extensão do programa Official Match Ball Carrier (Portador Oficial da Bola do Jogo, em tradução livre), desenvolvido em parceria com a Fifa.
Carvalho integrou a equipe brasileira que conquistou o título da competição. Ao final da participação no torneio, todos os jogadores foram informados de que teriam a oportunidade de retornar aos Estados Unidos para participar de partidas da Copa do Mundo, e coube ao mauaense um dos momentos mais cobiçados: a estreia da Seleção Brasileira.
Antes da entrada em campo, a ansiedade tomou conta. “Fiquei muito nervoso, procurava não pensar no que ia acontecer, porque senão ficava mais ansioso ainda. Quando vi, estava entrando em campo na frente dos árbitros, com o estádio lotado ao redor, e foi uma experiência muito legal, porque muitas crianças do mundo inteiro sonham em participar de um momento como esse”, relata
Já perto da hora da partida, no túnel de acesso ao gramado, o adolescente encontrou alguns dos principais nomes do futebol mundial. “Consegui cumprimentar e falar com o Casemiro, com o Marquinhos e com o Gabriel Magalhães. Vi também o (Achraf) Hakimi, que mesmo sendo um adversário no dia. é um craque, um jogador que eu gosto e admiro”, diz.
Mesmo sem conseguir os autógrafos que pretendia levar para casa por conta dos protocolos do evento, Carvalho guarda na memória a sensação de estar tão próximo dos ídolos. “Eu não imaginava que um dia ia ver esses jogadores na minha frente, ainda mais em um momento tão importante para eles. Acabo vendo os jogos na TV e falo: ‘Um dia eu quero estar igual’. Tive o privilégio de ver meus ídolos de perto, nunca vou esquecer.”
Após a cerimônia de abertura, o jovem acompanhou a partida de um setor próximo aos camarotes do estádio, e o empate por 1 a 1 não diminuiu seu entusiasmo para a campanha da Seleção. “Vi que todos os jogadores tiveram raça e vontade, foi um jogo gostoso de assistir. O nervosismo da estreia já passou, e agora o Brasil tem tudo para trazer o hexa”, avaliou
Segundo o jovem, a experiência serviu como combustível para os próximos passos na carreira. Admirador de Neymar desde a infância, Carvalho não esconde qual é sua principal meta no futebol. “Meu sonho é chegar onde eu cheguei, mas como jogador. Acompanhei os jogadores, e daqui a quatro anos, quero estar lá de novo, dessa vez sendo acompanhado por uma criança”, finalizou.
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