Copa Vini Jr. marca golaço e garante o 1 a 1 diante do Marrocos pelo Grupo C
FOTO: Paulo H. Dias/TheNewsS2/Estadão Conteúdo

O Brasil iniciou a participação na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá com empate neste sábado (13), em Nova Jersey. A equipe ficou no 1 a 1 com o Marrocos pela primeira rodada do Grupo C e frustrou a expectativa da torcida por um resultado convincente. Foi a terceira igualdade da Seleção em estreias em mundiais – o último havia ocorrido em 2018, na Rússia, também pelo placar mínimo, diante da Suíça. O time nacional volta a campo na sexta-feira (19), contra o Haiti.
A incerteza em relação ao desempenho brasileiro ficou evidente nos minutos iniciais, marcados pelo domínio africano. Com variações de jogadas pelo lado esquerdo e direito do ataque, o Marrocos pressionou a saída de bola do Brasil e criou ao menos duas oportunidades para marcar. Já a Seleção, por outro lado, encontrava dificuldade para furar a marcação e se limitava a trocar passes na própria intermediária. O comportamento irritava os torcedores, que ensaiaram algumas vaias ainda antes dos 15 minutos.
A situação adversa em campo pareceu ter mexido com o time brasileiro, que nos minutos seguintes avançou a marcação e teve ao menos duas chances para abrir o placar – na melhor delas, Igor Thiago errou o cabeceio. Mas foi exatamente no melhor momento do Brasil em campo até então que o Marrocos balançou a rede, aos 20 minutos. A Seleção perdeu a bola no meio-de-campo, Mazraoui deu passe para Brahim Díaz, que lançou Saibari por entre a zaga brasileira. O atacante só teve o trabalho de tocar por cima do goleiro Alisson.
O gol abateu a equipe do técnico Carlo Ancelotti, que voltou a errar muitos passes e a ser pressionado. O panorama só melhorou aos 32, quando Vini Jr, em jogada individual pela esquerda, cortou a marcação e fuzilou o goleiro para igualar a partida.
O empate não trouxe o alívio que se esperava ao Brasil. O time seguiu errando em demasia, com dificuldade para sair do campo defensivo e alvo da forte marcação africana. Ainda sim, a Seleção voltou a ter a melhor oportunidade já aos 46, em voleio de Paquetá que o goleiro desviou a escanteio.
Insatisfeito com o desempenho da Seleção no primeiro tempo, Ancelotti fez duas alterações na equipe para a etapa final. Tirou o volante Casemiro para a entrada de Fabinho e o lateral Ibañez acabou substituído por Danilo.
As mudanças pouco mudaram o comportamento da Seleção, que dependia dos inoperantes Raphinha e Paquetá na criação. Com Igor Thiago isolado no ataque e o Brasil sem poder de fogo, o treinador italiano voltou a mexer na equipe com as entradas de Luiz Henrique e Matheus Cunha.
O cenário não se alterou. O Brasil dependia de jogadas individuais e pouco ameaçava a meta africana. Do lado oposto a situação se tornou a mesma. A essa altura do jogo os torcedores brasileiros já pediam uma oportunidade a Endrick, o que não aconteceu.
Mesmo sem o jovem talento, a Seleção assustou aos 33 minutos. Matheus Cunha enfiou a bola em profundida para Vini Jr pela esquerda, que cruzou para Raphinha finalizar, sem força, para a defesa do goleiro.
Mas quem quase balançou a rede no fim foi o Marrocos, já aos 53 minutos. El Ayanaoui chutou de longe, Alisson espalmou e, no rebote, o goleiro brasileiro defendeu a batida de Amaimouni. Um resultado que pouco animou a torcida brasileira, mas foi bastante valorizada pelos africanos.
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