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Dubladores contam como deram voz às personagens do filme ‘Toy Story 5’

Guilherme Briggs, Mabel Cezar e Marco Ribeiro retornam para dar vida aos brinquedos mais famosos do cinema

18/06/2026 | 08:15
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Cerca de 30 anos depois de revolucionar a animação mundial, Toy Story está de volta aos cinemas. Com estreia nesta semana em todas as redes de cinemas da região, Toy Story 5 reúne novamente as vozes que ajudaram a transformar Woody, Buzz Lightyear e companhia em personagens tão queridos pelos brasileiros.

O novo capítulo marca o retorno de nomes históricos da dublagem nacional, como Marco Ribeiro (Woody), Guilherme Briggs (Buzz Lightyear) e Mabel Cezar (Jessie), além da direção de dublagem de Sérgio Cantú. A produção promete equilibrar humor, emoção e temas contemporâneos ao colocar os brinquedos diante de um novo desafio, competindo pela atenção das crianças em um mundo dominado pelas telas.

Para Marco Ribeiro, que dubla Woody desde Toy Story 2 (1999), revisitar o cowboy foi uma oportunidade de acompanhar também a passagem do tempo dentro da própria franquia. O dublador destaca que o personagem aparece mais desgastado fisicamente, refletindo os anos vividos pelos brinquedos. “Como o tempo passa para todos, inclusive para os bonecos”, brinca. Ele lembra ainda que o trabalho de dublagem exige improviso e confiança. “A gente não leva texto para casa nem assiste ao filme antes. Tudo é extremamente protegido”, diz o dublador de nomes como Robert Downey Jr., Jim Carrey, Tom Hanks e Michael J. Fox, que ainda revela que, para o vocal, toma muita água para ficar com a voz mais limpa.

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Uma das novidades da trama é a presença de Lilypad, dublada pela são-bernardense Maisa, um tablet inteligente que chama a atenção da jovem Bonnie. Apesar de surgir como um obstáculo para os brinquedos, Marco faz questão de destacar que a personagem não é exatamente uma antagonista. “Ela está tentando fazer o melhor para entreter a sua dona.”

Quem também retorna é Mabel Cezar, voz de Jessie desde sua estreia na franquia, também em 1999. A atriz vê o novo filme como um marco pessoal e profissional. “Toy Story permeou toda a minha carreira”, afirma. Segundo ela, Jessie ganha papel central na história e terá de enfrentar questões emocionais que a acompanham há anos. “Ela arregaça as mangas e vai fazer o que tem que ser feito.”

Para entregar a performance, Mabel seguiu uma rotina rígida de preparação vocal. “Dormia cedo, chegava ao estúdio com a voz aquecida. Eu queria entregar o meu melhor porque esse filme é uma celebração da minha carreira. Já não bebo e não fumo há anos, porque isso faz parte da minha disciplina com respeito ao meu trabalho.”

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Direção

À frente da direção, Sérgio Cantú enxerga o projeto como algo maior do que uma simples continuação. Dublador desde o início dos anos 1990, com personagens marcantes como Sheldon Cooper, em The Big Bang Theory, e Andrew Garfield, em O Espetacular Homem-Aranha, ele lembra que acompanhou a trajetória da franquia praticamente desde o nascimento. “Toy Story fala comigo em vários lugares”, diz. “Poder dirigir novamente colegas que conheço há décadas é muito especial. Também é muito bonito ver as pessoas rindo nas horas certas e perceber que as piadas continuam funcionando.”

Completa o time de veteranos Guilherme Briggs, uma das vozes mais reconhecidas da dublagem brasileira. Além de Buzz Lightyear, Briggs é conhecido por interpretar personagens como Superman, Freakazoid e Cosmo, de Os Padrinhos Mágicos.

Filme reflete sobre relação das crianças com a tecnologia, que pode ser positiva

A estreia de Toy Story 5 leva às telas um tema cada vez mais presente na rotina das crianças: a disputa entre brinquedos tradicionais e dispositivos digitais. Na nova animação, Woody, Buzz e Jessie veem a atenção de Bonnie ser conquistada pelo tablet Lilypad, refletindo uma transformação que também aparece fora da ficção, mas, segundo um levantamento da Kaspersky, ao menos, o interesse infantil por conteúdos digitais vem mudando, agora com foco em educação. 

Dados da empresa deste mês mostram que as buscas relacionadas a serviços de streaming caíram de 18% para 8,7% em um ano, enquanto temas ligados à educação e à curiosidade científica passaram a figurar entre os cinco assuntos mais pesquisados no Google. O estudo também aponta alta no interesse por plataformas como Google Classroom, Duolingo e linguagens de programação. Para Fabio Assolini, pesquisador-líder de segurança da Kaspersky, a trama do filme funciona como um retrato desse cenário. 

Toy Story 5 é uma ótima metáfora para o que estamos observando nos dados. Os brinquedos, que sempre representaram o lúdico, agora são também digitais. Essa transição é natural, mas acende um alerta importante. Se a forma de brincar mudou, o papel dos pais e da sociedade em guiar as crianças neste novo universo digital torna-se ainda mais fundamental. A educação para um uso seguro e consciente da tecnologia é a principal ferramenta de proteção que podemos oferecer”, afirma.

De acordo com a Kaspersky, o avanço dos “brinquedos digitais” não significa que a tecnologia seja prejudicial ao desenvolvimento infantil. A empresa destaca que, quando acompanhadas por pais e responsáveis, ferramentas digitais podem contribuir para o aprendizado, a criatividade e a autonomia das crianças, como deve mostrar o longa da Disney.

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