
República Tcheca e África do Sul cumprem ainda o seu segundo jogo na Copa do Mundo, mas o confronto desta quinta-feira, em Atlanta, no Mercedez-Benz Stadium, às 13h, já ganha contornos decisivos pelo Grupo A. Ainda em busca dos primeiros pontos, as seleções entram pressionadas e um novo tropeço já pode colocar a classificação em risco. Assim, enquanto os europeus apostam no faro de gol do artilheiro Patrick Schik, do Bayer Leverkusen, o conjunto africano busca uma recuperação imediata apoiada em sua estratégia de franco atirador.
Surpreendida pelo revés de virada (2 a 1) para a Coreia do Sul, a seleção tcheca aposta mais do que nunca em seu principal nome no elenco. Com 25 gols em 52 partidas pelo selecionado nacional, o grandalhão de 1,91 m vai ser o trunfo do treinador Miroslav Koubek para amealhar os três pontos. A necessidade de conquistar os três pontos para se aproximar de mexicanos e coreanos faz o comandante da equipe se apoiar nos jogadores mais experientes do elenco.
Assim, para aliar a eficiência ofensiva à uma defesa sólida, as apostas recaem nos nomes mais "cascudos" da equipe. "Precisamos seguir em frente, ser mais ofensivos e criativos nos últimos 30 metros. No ataque, temos espaço para melhorar", afirmou Koubek que parece ter tirado lições do revés no jogo de estreia da Copa do Mundo.
Além de Schick, sempre perigoso por sua imponência física e boa capacidade de finalização, a Tchéquia conta com outras peças, como o lateral-direito Vladimir Coufal. Conhecido pela intensidade e os avanços ao ataque, seus cruzamentos são o melhor caminho para abastecer Schik na disputa contra os zagueiros sul-africanos. "Precisamos olhar para nós mesmos, aprimorar nossas habilidades com a bola, acreditar mais.
Temos de ser unidos, responsáveis e arriscar tudo para não sofrer gols. Então acredito que podemos lidar com isso e não nos preocupar com o adversário", disse Coufal ao portal Dennik Sports. Já no setor de meio-campo, a responsabilidade recai sobre volante Tomás Soucek.
Com forte capacidade de marcação e organização, o jogador será o ponto de equilíbrio entre defesa e ataque para ajudar a levar o seu time à primeira vitória no Mundial. Do outro lado, a África do Sul também busca a reabilitação após ser derrotada por 2 a 0 pelo México na abertura do Mundial. Passado o peso de ter estreado justamente contra os anfitriões, a ordem agora do treinador belga Hugo Broos é "soltar" o time e jogar a vida na competição.
A receita é simples: velocidade aliada às transições rápidas para surpreender os tchecos. Os principais trunfos sul-africanos estão no setor ofensivo. Mofokeng, Moremis e Oswin Appolis formam a linha de frente encarregada de levar perigo ao adversário.
Em um confronto de recuperação, quem vencer dará um passo importante na luta pela sobrevivência na Copa do Mundo. Aos 34 anos, Ronwen Williams, goleiro e capitão da equipe, afirmou que o espírito de luta será fundamental para a seleção recuperar as esperanças no torneio. "Agora é importante não desistir, mas aprender com essa partida e continuar lutando.
Fizemos uma análise detalhada do nosso jogo contra o México e observamos nossos erros. Ainda temos dois jogos pela frente, então precisamos acreditar", afirmou o goleiro ao noticioso. FICHA TÉCNICA: REPÚBLICA TCHECA X ÁFRICA DO SUL REPÚBLICA TCHECA - Matej Kovár, Chaloupek, Robin Hranác e Ladislav Krejcí; Vladimír Coufal, Tomás Soucek, Lukás Provod, Alexandr Sojka, Pavel ?ulc e Jaroslav Zelený; Patrik Schick.
Técnico: Miroslav Koubek. ÁFRICA DO SUL - Ronwen Williams, Mbekezeli Mbokazi, Sibisi e Okon; Mudau, Mokoena, Lira, Adams e Modiba (Maseko); Rayners e Forster. Técnico: Hugo Broos. ÁRBITRO - Tori Penso (EUA). HORÁRIO - 13h. LOCAL - Mercedes-Benz Stadium, Atlanta (EUA).
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