Grupo I Com a goleada por 4 a 1, os escandinávios jogam a França para a segunda colocação e assumem a liderança do grupo
FOTO: Reprodução/X/Noruega

Erling Haaland desembarcou nos Estados Unidos com uma grande esperança dos torcedores em desbancar ou começar a escrever seu nome entre estrelas consagradas em Copas do Mundo.
Mesmo estreante e defendendo uma seleção inferior às potências do planeta, o camisa 9 confirmou que "adora atuar sob pressão", como dissera na véspera, ao ganhar o confronto de artilheiros com o iraquiano Aymen Hussein, anotando duas vezes na goleada da Noruega, por 4 a 1, no Gillette Stadium, em Foxborough, pelo Grupo I. Camisa 9 do Manchester City e cobiçado por diversas outras equipes gigantes do planeta, Haaland por vezes parece tímido em campo. Se sua voz é pouco ouvida, ele garante com os pés ou a cabeça, os efusivos gritos de gols de seus torcedores. Os noruegueses que o digam.
Com a bela estreia, agora são impressionantes 57 bolas nas redes adversárias com o manto nacional. Em apenas 51 jogos, média acima de um gol por jogo disputado. No ensolarado e entusiasmo Gillette Stadium, Haaland precisou apenas de dois ataques para deixar sua marca.
Se a cabeçada no começo foi torta, o carrinho na pequena área mostrou sua sede por gols. Depois da igualdade, ele ainda mostrou presença ofensiva ao pressionar o goleiro e "ganhar" o segundo gol. Ostigard ampliou saindo do banco e Aymen Hussein, contra, fechou o placar.
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COMO FICA O GRUPO I?
Com a goleada por 4 a 1, a Noruega assume a liderança da chave, com um gol a mais no saldo que a França, que fez 3 a 1 mais cedo diante de Senegal. As esquadras africana e iraquiana, por sua vez, terão de buscar a reabilitação pois largaram zeradas.
PRÓXIMA RODADA
A próxima rodada do Grupo I está agendada apenas para segunda-feira. E novamente com os franceses entrando em campo antes. A atual vice-campeã encara o Iraque às 18 horas (de Brasília), na Filadélfia. Já a Noruega atua às 21 horas (de Brasília) frente Senegal, em Nova Jersey.
COMEÇO EM RITMO LENTO E EQUILÍBRIO ATÉ ARTILHEIROS APARECEREM As seleções voltaram à disputa de Copa do Mundo após muito tempo de ausência sob empolgante música da colombiana Shakira. Encerrando um jejum de 28 anos, os noruegueses eram amplos favoritos por causa do elenco recheado de boas peças e da presença do artilheiro Haaland. Os iraquianos confiavam em Hussein, seu goleador, para pontuar pela primeira vez após decepcionante Copa de 1986 quando, dirigida pelo brasileiro Evaristo de Macedo, se despediu com três derrotas: Paraguai (1 a 0), Bélgica (2 a 1) e México (1 a 0).
Mesmo apontados como zebra, os iraquianos não se limitaram à defesa, rondando a área norueguesa com chuveirinhos sempre buscando Hussein. Os europeus, donos de números impressionantes nas Eliminatórias, largaram sonolentos em Foxborough. Para quem deixou a Itália pelo caminho nas Eliminatórias, o futebol inicial decepcionava.
O primeiro lance de perigo, por exemplo, demorou 20 minutos para sair. E com cabeçada sem graça e para fora de Haaland, a grande esperança da equipe. Os gigantes da seleção Viking sofriam com a forte marcação na área em frustrante início dos europeus.
O calor incomodava e a pausa para hidratação acabou servindo para os favoritos 'refrescarem a cabeça'. Muitos jogaram água no corpo. E a volta foi com trama ofensiva linda da "geração de ouro" da seleção. Haaland apareceu na pequena área para anotar o que se espera, primeiro gols de muitos do fenômeno das áreas.
Ao deixar sua marca de cara, Haaland subiu para 56 gols com a seleção em 51 aparições, marca de inveja para qualquer camisa 9 do planeta. Além de dominar a área, ele ainda queria consagrar os companheiros, mas Sorloth não soube concluir o belo passe. O gol foi um presente ao pai, Alf-Inge, que defendeu o país na Copa do Mundo de 1994, mas como defensor.
Artilheiros não podem ser desprezados e se Haaland faz a diferença de um lado, Aymen Hussein não é chamado de 'O homem do Machado' por acaso do outro. E foi do camisa 18 o empate, subindo mais alto e ganhando de três marcadores para cabecear no canto e vibrar muito. O astro iraquiano ficou sete horas 'preso' na imigração dos Estados Unidos e ganhou ainda mais incentivo para a estreia.
Ocorre que havia um gigante do outro lado. A festa ainda era bela pela iguaLdade nas arquibancadas quando uma infelicidade de Tahseen custou caro. O zagueiro recuou fraco para o goleiro Jalal Hassan tentar afastar e chutar em cima de Haaland, vendo a bola morrer no fundo do gol.
Antes do descanso, o Iraque ainda desperdiçou duas oportunidades, em etapa na qual mostrou enorme coragem.
RESERVA ENTRA PARA DEFINIR NA SEGUNDA ETAPA
A etapa final continuou aberta e Hussein quase empata em nova cabeçada na qual levou a melhor sobre a marcação. Querendo ao menos um ponto, o Iraque, contudo, pecava nos avanços e quase não ameaçava Nyland.
Por outro lado, Nusa ciscava, ciscava, mas não conseguia completar as jogadas, sempre bem marcado. Por consequência, Haaland ficava apenas na espera pela bola que teimava em ficar distante. Produção reduzida, mexidas de Stale Solbakken para resgatar a ofensividade norueguesa.
O treinador apostou logo em quatro peças novas, duas para dar companhia a Haaland. Curiosamente foi o zagueiro Ostigard, uma de suas apostas, quem apareceu para ampliar, de cabeça. De olho na artilharia isolada da Copa, Haaland ganhou novo presente da defesa já na reta final, mas a finalização, desta vez, parou no corpo de Hassan.
O goleiro se atirou na bola e evitou o quarto gol norueguês. Nada pôde fazer no último lance, com Aymen Hussein anotando contra.
FICHA TÉCNICA IRAQUE 1 X 4 NORUEGA
IRAQUE - Jalal Hassan; Hussein Ali (Saadoon), Tahseen, Hashim e Doski; Al-Ammari, Zaid Ismael (Iqbal Zidane) e Bayesch; Ali Jasim (Qasem), Aymen Hussein e Al-Hamadi (Farji).
TÉCNICO - Graham Arnold.
NORUEGA - Nyland; Ryerson, Ajer, Heggem e Moller Wolfe (Ostigard); Berge, Odegaard (Berg) e Aursnes (Thorstvedt); Sorloth (Oscar Bobb), Nusa (Schjelderup) e Haaland.
TÉCNICO - Stale Solbakken.
GOLS - Haaland, aos 27, Aymen Hussein, aos 38, e Haaland, aos 42 minutos do primeiro tempo; Ostigard, aos 20, e Aymen Hussein (contra), aos 51 do segundo.
CARTÃO AMARELO - Tahseen (Iraque).
ÁRBITRO - Pierre Ghislain Atcho (GAB).
PÚBLICO - 63.106 presentes.
LOCAL - Gillette Stadium, em Foxborough.
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