
Se depender da confiança elevada de Vinicius Junior, o Brasil quebrará o jejum de 24 sem levantar a taça da mais importante competição de futebol do mundo. Firme e objetivo em suas respostas, o astro do Real Madrid repetiu ao menos três vezes que a seleção brasileira começa a Copa do Mundo com a intenção de "mudar a história". O atacante se refere às últimas frustrações dos brasileiros nas edições anteriores.
Ele entende que o Brasil pode competir contra qualquer adversário e integra o rol dos favoritos. "A gente chega para ser campeão", disse o jogador em entrevista prévia à estreia da seleção brasileira contra o Marrocos, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford. "Estamos melhorando, evoluímos nos últimos meses. Quando chega a Copa zera tudo, não importa quem ganhou a última Copa, a última Copa América, a última Eurocopa. Estamos aqui para mudar a história e fazer uma excelente competição", afirmou ele.
A necessidade de o atacante assumir o protagonismo que tanto se espera dele dominou a entrevista. Seu discurso foi de humildade e coletividade nas respostas. O fluminense de São Gonçalo disse que não se importa tanto com gols e assistências, desde que jogue bem e possa ajudar a seleção. "Não estou aqui para ser o melhor jogador da Copa.
Estou aqui para ajudar e para sermos campeões", disse. "Não falo nem sobre gols e assistências, mas jogar bem e fazer a equipe ter a confiança necessária. O mais importante é ganhar", continuou o atleta, que avaliou estar no auge de sua carreira. O atacante da seleção e do Real também respondeu de forma rapidamente sobre Neymar, a quem o atleta considera ídolo e com o qual afirma ter aprendido muitos dos dribles que sabe.
O camisa 10 segue em recuperação de lesão no tornozelo. Ele está fora da estreia diante dos marroquinos. Vini esteve tenso durante a maior parte da entrevista, sobretudo no início, quando foi perguntado a respeito das muitas restrições e problemas provocados pelos Estados Unidos, que impediram a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, vai obrigar os jogadores do Irã a dormir no México e tem promovido revistas rigorosas às delegações. "Acredito que é um tema muito delicado", limitou-se a dizer, um pouco nervoso. "Espero que a tensão acabe amanhã depois do jogo.
A alegria está dentro de nós."
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