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Flávio Bolsonaro pede que eleitores 'usem a camisa do Bolsonaro' na torcida

As declarações foram dadas nesta quinta-feira (11), durante agenda do pré-candidato no Pará

12/06/2026 | 17:22
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 FOTO: Reprodução/EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou apoiadores a torcer pela Seleção Brasileira "com a camisa do Bolsonaro". O pedido foi publicado em vídeo nas redes sociais. Na mesma postagem, acusou o governo Lula de querer "roubar" a bandeira do Brasil.

As declarações foram dadas nesta quinta-feira (11), durante agenda do pré-candidato no Pará. O senador passou pelas cidades de Altamira e Belém, onde discursou para apoiadores e cumprimentou eleitores. Flávio participou do lançamento das pré-candidaturas do deputado federal Éder Mauro (PL-PA) ao Senado e do médico Daniel Santos (Podemos) ao governo do estado. Durante os eventos, o senador usava camiseta com a frase "A Amazônia é nossa".

O palanque contou, inclusive, com a participação de uma criança. Flávio levou uma menina ao palco e perguntou por que ela gostava do "tio Bolsonaro". Ela respondeu em lágrimas: "porque eles não são ladrões" e "cuidam da nossa família e não permite que roubem nossas terras". O pré-candidato agradeceu à menina e disse estar cumprindo "uma missão dada pelo presidente Bolsonaro e por Deus" para "garantir o futuro de crianças".

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A Amazônia também foi tema dos discursos. Flávio defendeu o direito à propriedade privada dos moradores da região, afirmando que são eles garantidores da soberania brasileira sobre o território amazonense. Criticou o PT por, segundo ele, impedir que produtores rurais trabalhem livremente em suas terras e prometeu, para 2027, facilitar licenças para agropecuária e mineração no estado.

O senador dedicou parte dos discursos a atacar a atuação do governo federal no âmbito das facções criminosas. Flávio afirmou ter ido aos Estados Unidos pedir que Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem classificados como organizações terroristas. O senador acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter feito "lobby a favor de traficantes e terroristas". Nos vídeos, chegou a dar um prazo para que os integrantes das organizações se entreguem ou sejam "neutralizados pela polícia", caso ele vença a eleição.

No plano econômico, Flávio prometeu retomada de investimentos e geração de empregos, atribuindo a situação atual à falta de confiança no governo federal. Também se comprometeu com obras de saneamento básico em Belém, citando cenas de esgoto a céu aberto que teria visto no trajeto até o evento.

Flávio foi recebido como pop star nos eventos, que reuniram multidões. O entusiasmo da base bolsonarista, no entanto, contrasta com o histórico eleitoral recente no estado: nas eleições de 2022, o pai, Jair Bolsonaro, foi derrotado no Pará em ambos os turnos. No primeiro turno, Lula liderou com 52,22% dos votos válidos contra 40,27% de Bolsonaro. No segundo turno, a diferença se manteve: Lula obteve 54,75% dos votos válidos (2,5 milhões de votos) contra 45,25% do então presidente (2 milhões de votos).




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