
A seleção de Gana tem um desfalque importante para seu jogo de estreia na Copa do Mundo contra o Panamá na próxima quarta-feira, 17, mas por um motivo quase 'já esperado'. O volante Thomas Partey, acusado de estupro, teve seu visto de entrada no Canadá, local do jogo, negado por conta do processo que ele ainda responde. O jogador teria cometido o crime contra três mulheres entre os anos de 2021 e 2022, de acordo com a polícia inglesa, e indiciado por seis acusações.
Vale lembrar, porém, que ele ainda não foi condenado, mas detido, na época, de maneira preventiva. Posteriormente, foi solto e aguardava o andamento do caso em liberdade. Conforme noticiado pelo The Athletic, a Fifa confirmou a impedição de Partey para a partida de 17 de junho. "Pois seu pedido foi recusado pelo governo canadense", informou a entidade, que seguiu. "A Fifa não está envolvida nos processos de imigração dos países anfitriões, incluindo a análise de vistos".
Em suma, a responsabilidade é do governo das nações-sede. Apesar de ter sido barrado no Canadá, Bartey conseguiu entrar em Washington, nos Estados Unidos, de onde viajou para Rhode Island, Estado em que sua seleção instalou o centro de treinamento. Em setembro de 2025, o atleta de Gana se declarou inocente, mas foi acusado mais duas vezes em fevereiro, os quais também negou.
Mesmo com o conturbado cenário extracampo, foi incluído pelo técnico português Carlos Queiroz na convocatória final para a Copa do Mundo de 2026. Bartey jogou pelo Arsenal de 2020 a 2025, e foi titular em todas as temporadas quando esteve à disposição. Em Londres, disputou 166 partidas, marcou nove gols e deu seis assistências.
Antes, passou cinco anos no Atlético de Madrid, clube em que também foi parte dos 11 iniciais com frequência; por lá, fez 188 jogos, com 16 gols e 11 assistências. Atualmente, o ganês é parte do elenco do Villarreal, após seu contrato com o time inglês ter chegado ao fim. Lá, porém, nunca encaixou a mesma titularidade que o consagrou nos clubes anteriores.
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