Lançamento Hatch brasileiro parte de R$ 99.990 e é disponível em seis versões de acabamento; modelo tem motor 1.0 e opções de câmbio manual e automático
FOTO: Vagner Aquino/DGABC

Acabou o segredo. O modelo que a Hyundai escondia a sete chaves se chama i20. Pertencente ao segmento de hatches, o veículo produzido em Piracicaba (SP) é um projeto exclusivo do Brasil, e conta com seis versões de acabamento. Com opções de motor 1.0 aspirado ou turbo, pega desde os clientes de Chevrolet Onix e Volkswagen Polo até os SUVs subcompactos Fiat Pulse e Volkswagen Tera, por exemplo. Confira a lista de preços, abaixo.
Comfort: R$ 99.990
Limited: R$ 104.990
1.0 TGDI Limited: R$ 125.990
X Line: R$ 128.990
Platinum: R$ 134.990
Ultimate: R$ 139.990
Em um mercado lotado de SUVs, que vão dos pequenos aos premium, o i20, mesmo sendo um hatch por natureza, chega também de olho nos utilitários e, por isso, a versão brasileira é mais parruda. Tem, por exemplo, 4,13 metros de comprimento, 1,50 m de altura, 1,78 m de largura e 2,58 m de distância entre-eixos. O porte é mais avantajado do que seus principais concorrentes, também. No porta-malas cabem 346 litros. Ou seja, maior na comparação com a categoria de hatches, que nem sempre vão além dos 300 litros.
E o HB20?
Já conhecido em diversos mercados internacionais, o i20 recebeu adaptações específicas para o Brasil após pesquisas realizadas pela Hyundai com consumidores locais. O resultado é um carro que mantém a essência de hatch, sem a pretensão de ser SUV. Por isso, se aproxima bastante do irmão HB20 (R$ 96.140 a R$ 132.490).
Até o momento, a fabricante não se manifestou sobre a possível saída do veterano de linha. No entanto, é algo inevitável. Afinal, o projeto já vem fazendo ''hora extra" no mercado. A aposta é que a marca o reposicione para baixo, a fim de deixar o caminho livre para a nova aposta e, de quebra, roubar a clientela de Fiat Mobi e Renault Kwid.
Design
A linguagem de design do i20, batizada pela Hyundai de "Art of Steel" (na qual a letra "H" serve como referência da iluminação externa do veículo) é marcada por linhas retas e a clara intenção de robustez. Nele, rodas de 17 polegadas com design exclusivo, retrovisores com rebatimento automático, grade frontal em preto brilhante e com faixa central em cinza metalizado, novas molduras nas laterais e arcos de roda proeminentes, protetor do para choque traseiro tridimensional, antena tipo barbatana, coluna C elevada, ângulo marcado entre teto e coluna A, e linha de cintura alta com declividade acentuada a partir da coluna C, compõem o visual.

Na paleta de cores, nada de muito chamativo, como manda o tradicionalista consumidor brasileiro. São elas: Branco Atlas, Preto Onix, Prata Brisk, Prata Sand, Azul Sapphire, Cinza Shadow, Cinza Silk e a inédita Cinza Lumina.
No habitáculo, destaque para o conjunto tecnológico. Nas versões mais completas, o i20 conta com duas telas integradas de 12,3 polegadas cada - uma para o quadro de instrumentos e outra para a central multimídia. Esta última, espelha Android Auto e Apple CarPlay sem o uso de fios. Ademais, três portas USB e carregador de celular por indução também estão no pacote de itens de série.

ADAS e OTA são diferenciais
A lista de equipamentos incorpora itens antes impensáveis em modelos mais baratos. Tem, por exemplo, sistemas de assistência à condução, chamado pela marca de SmartSense, como frenagem autônoma de emergência, assistente de centralização e manutenção em faixa, controle de velocidade adaptativo com função Stop & Go e farol alto adaptativo. Dependendo da versão, também estão disponíveis sistemas de monitoramento de ponto cego, alerta de saída segura e assistente de tráfego cruzado traseiro.
O novato estreia a tecnologia OTA (Over The Air) em modelos da Hyundai fabricados no Brasil. Na prática, trata-se de um sistema que permite a atualização remota do software do carro, assim como já acontece com os smartphones. Ou seja, dispensa a ida às concessionárias para, por exemplo, receber novos recursos, corrigir segurança ou melhorar o desempenho do carro.
Freio de estacionamento eletrônico acionado por botão, ar-condicionado digital e automático com comandos físicos, borboletas para trocas de marchas atrás do volante e outros itens de comodidade estão nas versões mais equipadas. São comuns em todas as opções de acabamento, o volante com regulagens de altura e profundidade e a disponibilidade de seis airbags.
E o motor?
Embora não tenha eletrificação - mas pode ter, por conta da plataforma K3 evoluída - o i20 conta com duas opções já conhecidas na família. Nas duas mais baratas, vem com o 1.0 aspirado de três cilindros com 12 válvulas, já as demais, são equipadas com o 1.0 TGDI. As potências são de, respectivamente, até 80 cv (10,2 mkgf e câmbio manual) e 115 cv (17,5 mkgf e câmbio automático).
O Diário dirigiu a opção topo de linha, Ultimate. Como o torque é entregue desde as rotações mais baixas, a partir de 1.500 rpm, o modelo promete ultrapassagens e retomadas eficientes. Contudo, não deu para conferir isso na prática, afinal, o teste foi realizado em um ambiente cercado, dentro de um parque, na Capital. Por lá, apenas testes de aceleração, frenagem e slalom, bem como algumas demonstrações de itens de segurança, como o alerta de tráfego cruzado.
Inicialmente, todo o volume de produção do Hyundai i20 será destinado ao mercado doméstico. Porém, exportações devem surgir no futuro próximo. De acordo com a Hyundai, são cinco anos de garantia sem limite de quilometragem para veículos de uso particular. Nas aplicações comerciais (como motoristas de aplicativo e empresas, por exemplo), a garantia segue de cinco anos ou até o veículo atingir 100 mil quilômetros.
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