Política Titulo Batalha judicial

Morte de criança reforça pressão por CPI dos Planos de Saúde na Câmara

Informação foi confirmada pelo deputado federal Fernando Marangoni; óbito da pequena Mariah intensifica cobrança por investigação e mudanças na saúde suplementar

12/06/2026 | 10:20
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FOTO: Reprodução  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Atializada às 22h10

A luta da pequena Mariah por um tratamento especializado terminou da forma mais dolorosa. A morte da criança, que sofria de uma cardiopatia grave e aguardava atendimento em um hospital de referência mesmo após uma decisão judicial favorável, foi confirmada ontem pelo deputado federal Fernando Marangoni (Podemos).

A morte de Mariah transforma-se em símbolo da batalha travada por pacientes e famílias contra negativas de cobertura por parte dos planos de saúde e amplia a pressão pela instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Planos de Saúde na Câmara Federal. 

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A repercussão do caso ocorre em meio a investigações e ao debate sobre a criação da CPI, cujo pedido ainda aguarda análise da presidência da Câmara. Um dos coautores do requerimento, Marangoni tem utilizado as redes sociais para pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a instalar a comissão. 

O MPF (Ministério Público Federal) abriu investigação contra a empresa AdviceHealth, após a Andess (Aliança Nacional em Defesa da Ética na Saúde Suplementar) apresentar denúncia. Sediada em Santa Catarina, a empresa é alvo de queixas relacionadas à automatização de avaliações médicas e ao uso de profissionais sem formação em Medicina para autorizar ou negar exames e cirurgias. 

“O Brasil perdeu a pequena Mariah. Aquela criancinha cardiopata que pagava plano de saúde e estava precisando de tratamento. Que teve de entrar na Justiça porque o plano negou e descumpriu decisão judicial. Mais uma criança faleceu vítima dessa indústria da morte e dos lucros dos planos de saúde que está implantada no Brasil”, afirma o deputado. 

Enquanto pressiona pela instauração da CPI, Marangoni também protocolou na Câmara dos Deputados um projeto que cria o Marco Legal da Integridade Assistencial, da Governança e da Sustentabilidade da Saúde Suplementar. 

A proposta estabelece direitos e deveres para operadoras e beneficiários, além de ampliar mecanismos de transparência e proteção aos usuários. Caso o texto seja aprovado, o parlamentar pretende batizá-lo de Lei Mariah.<EM>

“A Mariah não volta, mas não podemos permitir que sua partida seja apenas mais um número ou mais um caso esquecido. Justiça por Mariah. Apuração, responsabilidade e mudança”, diz Marangoni.

Questionada sobre quais ações deve tomar em relação à morte da criança, a Andess informou que pretende pedir investigação por homicídio doloso. 

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