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Marangoni usa as redes para pressionar por CPI dos Planos de Saúde

Deputado federal afirma que 53 milhões de brasileiros pagam convênio para ter segurança, mas acabam financiando uma indústria perversa

11/06/2026 | 08:15
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FOTO: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
FOTO: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado federal Fernando Marangoni (Podemos) tem utilizado as redes sociais para pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a tirar da gaveta o pedido de criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Planos de Saúde. Um dos coautores do requerimento, o parlamentar cobra celeridade na instauração da comissão, em meio à investigação conduzida pelo MPF (Ministério Público Federal) contra a empresa AdviceHealth.

Autor da denúncia apresentada ao MPF, o presidente da Andess (Aliança Nacional em Defesa da Ética na Saúde Suplementar), José Ramalho Neto, afirma que já há assinaturas suficientes para a abertura da investigação parlamentar.

A AdviceHealth, sediada em Santa Catarina, é alvo de denúncias relacionadas à automatização de avaliações médicas e ao uso de profissionais sem formação em Medicina para autorizar ou negar exames e cirurgias.

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“Quanto custa uma vida? R$ 24,5 bilhões. Esse foi o lucro dos planos de saúde no último ano. Dinheiro que vem do bolso de 53 milhões de brasileiros. Pessoas que pagam todo mês para se sentir mais protegidas, mas que na verdade estão financiando uma indústria perversa, que coloca suas próprias vidas em risco”, afirma Marangoni.

De acordo com o deputado, a AdviceHealth seria responsável por autorizar ou negar procedimentos em nome das operadoras de saúde. “Entre o médico que pede o tratamento e o paciente que precisa ser atendido existe a AdviceHealth, que autoriza ou nega, e aí é que começa o rastro de dinheiro e morte”, complementa.

Marangoni destaca ainda que, segundo as denúncias, a empresa funciona como uma máquina de negar tratamentos e mantém ligação com planos de saúde que atendem milhões de brasileiros. “Quando a saúde vira número, quem paga a conta são as famílias.”

Na última semana, o deputado compartilhou o caso de uma criança com cardiopatia grave que necessita de atendimento em um hospital especializado. A família venceu na Justiça uma ação contra o plano de saúde, mas, mesmo após a decisão judicial, a operadora continuava negando o atendimento. 

Marangoni afirmou ao Diário que já prepara o próximo vídeo, desta vez para cobrar deputados e senadores sobre a instauração da CPI. “Seguimos defendendo aquilo que não tem preço: a vida, a dignidade e a esperança de milhares de famílias que lutam todos os dias por atendimento, tratamento e respeito”, pontuou.

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