Propina Decisão é baseada em novas denúncias do Ministério Público sobre articulações de Artur da Silva Neto, que é apontado como líder do esquema criminoso
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O Tribunal de Justiça de São Paulo prendeu novamente o ex-auditor fiscal de Ribeirão Pires Artur Gomes da Silva Neto, acusado de liderar esquema de fraudes com ICMS ligado à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado. Ele foi detido na manhã desta quinta-feira (11). A decisão é do juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, em 3 de junho. Baseado em nova denúncia do Ministério Público sobre as articulações do investigado, ele alega que Silva Neto tem um papel central para esquematizar os crimes. Em 28 de maio, o juiz Thiago Baldani Gomes de Filippo, que atua na mesma vara, determinou que ele deveria ser solto sob a justificativa de "isonomia processual" já que outros investigadores tiveram prisões preventivas convertidas em medidas cautelares. Na ocasião, ficou determinado que ele usaria tornozeleira eletrônica, teria recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 6h, e durante os fins de semana, entregaria o passaporte e estava proibido de obter novo documento de viagem sem autorização judicial etc. Nesta semana, promotores do Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) do Ministério Público de São Paulo apresentaram novo recurso para reverter a decisão judicial que soltou SIlva Neto. Os investigadores apontam que ele ocultou parte expressiva de patrimônio em criptomoedas e ainda tem capacidade de movimentar recursos, influenciar testemunhas e fugir do Brasil. Eles indicam também que a tese de isonomia não cabe para o caso, porque os demais investigados possuem "participação menos relevante do esquema".
INVESTIGAÇÃO
O ex-auditor fiscal foi preso pela primeira vez em agosto do ano passado em operação que investiga recebimento de propinas das redes Ultrafarma e Fast Shop. A apuração, liderada pelo Gedec, aponta movimentação de mais de R$ 1 bilhão em créditos tributários. O grupo no qual Silva Neto fazia parte atuou entre 2021 e 2025. LEIA MAIS:
O Diário entrou em contato com a defesa, conduzida pelo advogado Júlio de Nigris, e aguarda retorno.
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