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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) exigiu nesta quarta-feira, 10, que o Irã coopere plenamente com a agência, forneça informações completas sobre seu material nuclear que estaria em um estágio próximo para uso em armas e conceda aos seus inspetores acesso a instalações nucleares iranianas.

A resolução aprovada pelo conselho da AIEA também afirma que fornecer informações e permitir o acesso são "essenciais e urgentes" para possibilitar a verificação de que não houve "desvio de material nuclear".

Vinte e um países dos 35 membros do conselho de governadores da AIEA votaram a favor da resolução na sede do organismo em Viena, segundo diplomatas que falaram sob condição de anonimato para descrever o resultado da votação a portas fechadas.

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Rússia, China e Níger se opuseram, enquanto 10 países se abstiveram e um não votou por estar inadimplente.

A resolução foi apresentada pela França, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Um alto diplomata ocidental, que não estava autorizado a falar sobre o assunto delicado e por isso pediu anonimato, afirmou que a resolução "busca manter a pressão diplomática sobre o Irã para que volte a cumprir com suas obrigações legais".

A resolução chega em um momento de tensões elevadas no Oriente Médio, depois que os Estados Unidos lançaram ataques aéreos no início da manhã de quarta contra o Irã e Teerã respondeu atirando contra países da região. A escalada de ataques ameaçou descarrilar os esforços para pôr fim à guerra, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que o governo iraniano "pagaria o preço" pelo impasse nas negociações.

O Irã não deu acesso aos locais nucleares que foram afetados por ataques lançados por Israel e os Estados Unidos durante a guerra de 12 dias em junho de 2025, apesar de Teerã estar legalmente obrigado a cooperar com o organismo em virtude do Tratado de Não Proliferação Nuclear.

A agência também não conseguiu verificar o estado das reservas de urânio que estariam perto do nível necessário para aplicação em armas desde o bombardeio de junho.

Segundo a AIEA, o Irã mantém uma reserva de 440,9 quilos (972 libras) de urânio enriquecido até uma pureza de 60%, um passo técnico abaixo dos níveis de 90% considerados para aplicação em armas.

Essa reserva poderia permitir ao Irã construir até 10 bombas nucleares, se decidisse transformar seu programa em uma arma, advertiu o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, em uma entrevista recente à The Associated Press. Ele esclareceu que isso não significa que o Irã tenha uma arma desse tipo.

O Irã afirma que não busca armas nucleares e que seu programa é totalmente pacífico.

Falando com jornalistas do lado de fora da sala de reuniões do conselho da AIEA, o embaixador do Irã junto ao organismo, Reza Najafi, criticou a resolução por descrever a situação no Irã "como se fosse normal, como se nada tivesse acontecido".

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.




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