Home care Atualmente com 10 anos, Leandro Brandão Junior requer cuidados integrais desde os seus seis meses; família batalha por mais qualidade de vida
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Há dez anos, a rotina da família da dona de casa Daniele Cristina de Freitas Brandão, 40 anos, gira em torno dos cuidados constantes com o filho Leandro Brandão Junior, 10, ou, como é carinhosamente chamado, Juninho.
Moradores do Jardim Itapark, em Mauá, mãe e filho construíram uma história marcada por desafios diários, adaptações constantes e uma dedicação que atravessa toda a infância do menino.
Caçula de três irmãos, Junior depende de acompanhamento permanente. Alimentação, higiene, medicações, exercícios e deslocamentos exigem planejamento e atenção contínuos. Mesmo com suporte de equipe de home care, Daniele segue como a principal responsável pelos cuidados do filho. “Ele é a coisa mais importante da minha vida e depende de mim 24 horas. Sou o respirar dele. Vivo para ele e para os meus dois filhos”, resume a dona de casa.
A história da família mudou quando o garoto tinha apenas seis meses de idade. Após contrair uma meningite bacteriana, Junior passou cerca de um mês em coma e sofreu graves sequelas neurológicas. A partir de então, a rotina da casa passou a ser organizada em função dos tratamentos e das constantes necessidades do filho.
Atualmente, a criança utiliza respirador de forma contínua, e recebe alimentação por uma bomba de infusão, um equipamento hospitalar que administra fluidos, medicamentos, nutrientes ou sangue de forma contínua na corrente sanguínea ou sistema digestivo.
Segundo a mãe, apesar das limitações físicas, Junior é capaz de compreender o que acontece ao seu redor. “Ele entende tudo o que a gente fala. Só que ele não consegue responder da forma que gostaria”, conta.
Atualmente, um dos principais desafios está relacionado ao espaço físico. O quarto utilizado por Junior apresenta problemas de ventilação, enquanto o banheiro é pequeno para realizar os cuidados necessários com segurança.
A família tem buscado melhores condições financeiras para realizar uma reforma do imóvel. A intenção é criar um ambiente mais adequado para a rotina de cuidados, além de facilitar o acesso.
Com o crescimento do filho, as dificuldades também aumentaram. Junior pesa 30 quilos e precisa ser transportado sempre com apoio de outras pessoas e equipamentos.
Porém, mesmo diante de tantos obstáculos no cotidiano, Daniele afirma que nunca baixou a guarda em relação ao seu caçula. “Tivemos momentos muito difíceis. Já vi meu filho quase morrer muitas vezes. Mas nunca desisti dele. Nunca desisti de lutar pelo melhor para ele.”
Ao olhar para a última década, a mãe conta que prefere que a história do filho seja lembrada não apenas pela doença que transformou a vida da família, mas pela capacidade de resistência construída em todos eles dia após dia.
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