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Irã lança mísseis contra Israel pela primeira vez desde cessar-fogo de abril

07/06/2026 | 17:41
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Por Por Redação/Associated Press (AP)

Israel afirmou neste domingo, 7, que o Irã lançou mísseis contra o país

no primeiro bombardeio desse tipo desde que um frágil cessar-fogo entrou em vigor no

DGABC

início de abril, complicando os esforços de mediação para um acordo que ponha fim à

guerra. A emissora estatal iraniana confirmou o lançamento dos mísseis, e várias

explosões foram ouvidas no norte de Israel.

As Forças Armadas de Israel afirmaram que estavam trabalhando para interceptar os

mísseis, mas que "a defesa não é hermética", acrescentando que sirenes soaram em

várias áreas do país.

Teerã havia alertado sobre retaliação depois que Israel atacou, neste domingo, os

subúrbios do sul de Beirute sem aviso prévio, desafiando o pedido de Washington,

feito dias atrás, para que se abstivesse de agir. Israel classificou o ataque como

retaliação ao Hezbollah, apoiado pelo Irã, que havia disparado contra o norte de

Israel no início do dia. O ataque de Israel a Beirute ocorreu poucos dias depois que

os governos libanês e israelense concordaram com um cessar-fogo em negociações

mediadas pelos EUA, embora o Hezbollah tenha rejeitado o acordo.

O ataque a um prédio residencial matou duas pessoas e feriu 20, informou o

Ministério da Saúde do Líbano. O Irã havia alertado que um ataque a Beirute

reacenderia uma guerra em grande escala em todo o Oriente Médio, mesmo enquanto o

Paquistão tenta retomar as negociações entre Teerã e Washington. O Irã quer que um

acordo inclua o fim da guerra no Líbano.

Os ataques e a invasão terrestre de Israel no Líbano em busca do Hezbollah, bem como

a resistência do grupo militante ao desarmamento, complicaram um acordo geral para

pôr fim à guerra no Oriente Médio. O Irã afirma que qualquer acordo deve incluir o

fim dos combates no Líbano. A Casa Branca não se pronunciou sobre o ataque de Israel

em Beirute.

Israel havia anunciado na segunda-feira que atacaria os subúrbios ao sul da capital

libanesa, mas negociações urgentes por meio de Washington suspenderam a ação, sob a

condição de que o Hezbollah parasse de atacar cidades fronteiriças israelenses. O

Hezbollah não assumiu imediatamente a responsabilidade pelos disparos contra Israel

no início do domingo.

O Hezbollah deseja que as negociações diretas entre o Líbano e Israel sejam

encerradas e, em vez disso, apoia a posição do Irã de que um acordo geral de cessar-

fogo entre Teerã e Washington inclua a situação no Líbano. Os esforços de mediação

para esse acordo mais abrangente continuaram neste domingo, quando o ministro do

Interior do Paquistão visitou o Irã para conversar com autoridades, e o Egito

informou que seu ministro das Relações Exteriores e seu homólogo do Catar discutiram

"elementos propostos" de um possível acordo, sem fornecer detalhes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, não comentou a guerra neste domingo, mas em uma

entrevista ao programa "Meet the Press" da NBC, exibida após uma gravação na sexta-feira, disse que gostaria de ver um "ataque mais cirúrgico contra o Hezbollah".

Ele também afirmou que "não estava exigindo" que o Líbano fizesse parte de um acordo

geral de cessar-fogo na guerra com o Irã. Enquanto isso, o Irã continuou a afirmar

seu domínio sobre o Estreito de Ormuz e os EUA mantiveram o bloqueio aos portos

iranianos, com remessas de petróleo, gás natural e fertilizantes afetadas e a

economia global em dificuldades. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu,

que enfrenta eleições ainda este ano, quer levar adiante a ofensiva de Israel até

acreditar que o Hezbollah não represente mais uma ameaça.

Ministro do Paquistão visita o Irã

O ministro do Interior do Paquistão esteve em Teerã no domingo. Mohsin Naqvi

entregou uma mensagem ao líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, em nome

do chefe do Exército do Paquistão, o marechal de campo Asim Munir, segundo a agência

de notícias estatal iraniana IRNA. Não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo da

mensagem.

Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado governante da República

Islâmica, após a morte de seu pai em 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra.

Naqvi se reuniu com o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, no final do

sábado, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, no domingo,

segundo a mídia oficial iraniana.

Autoridades paquistanesas afirmaram que Islamabad, com o apoio de países da região,

incluindo Catar, Turquia e Egito, está trabalhando para ajudar a superar as

divergências entre os Estados Unidos e o Irã. No Cairo, o ministro das Relações

Exteriores egípcio, Bader Abdelatty, e seu homólogo catariano, o xeque Mohammed bin

Abdulrahman Al Thani, discutiram "elementos propostos" de um possível acordo entre

os EUA e o Irã, inform




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