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Republicanos nega violência de gênero contra Ana Carolina

Deputada estadual afirmou ter sido desrespeitada enquanto presidia a Comissão de Assuntos Metropolitanos por Gilmaci, líder de governo

05/06/2026 | 22:20
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Republicanos, partido do deputado estadual Gilmaci Santos, líder de governo na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), rechaça acusações de que a também deputada Ana Carolina Serra (PSDB) tenha sofrido violência de gênero por parte de seu filiado. A sigla sustenta que a atuação do parlamentar em reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos, na quarta-feira (3), presidida pela tucana, ocorreu dentro do que prevê o Regimento Interno da Casa.

Em nota, o Republicanos refutou “qualquer insinuação de violência política de gênero” por parte do líder de governo. Segundo a sigla, Gilmaci teve “atuação pautada, exclusivamente, na observância do regimento interno da Assembleia, não havendo qualquer desrespeito ou tentativa de obstrução aos trabalhos legislativos, mas sim, zelo, pela formalidade e pela seriedade do debate”.

O embate iniciou durante a reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos na véspera do feriado de Corpus Christi. Na ocasião, o grupo de trabalho pretendia ouvir o presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Carlos Augusto Leone Piani, sobre o aumento das reclamações de consumidores relacionadas aos serviços prestados pela empresa, privatizada em julho de 2024.

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No entanto, por falta de quórum – dos seis deputados necessários para abrir a sessão, apenas cinco estavam no plenário – a mesa composta por Eduardo Suplicy, Antonio Donato, Ana Perugini, ambos do PT, e Ana Carolina Serra, estabeleceu que o executivo prestasse um depoimento informal.

A decisão incomodou Gilmaci, que aparece em vídeo postado pela tucana nas redes sociais conduzindo o presidente da Sabesp para fora da sala de reunião, impossibilitando a oitiva.

“É isso que acontece quando alguém subestima a nossa capacidade, que não aceita uma mulher na posição de poder. Um deputado, quando se viu pressionado, apelou para gritaria e desrespeito”, disse Ana Carolina.

A legenda sustenta que não houve qualquer movimento de insurgência. “A saída do presidente da Sabesp, Carlos Piani, do plenário em que se realizaria a reunião da comissão foi uma medida estritamente técnica, motivada pela ausência de quórum regimental para a realização de uma oitiva oficial. O Republicanos reforça que a prestação de esclarecimentos sobre a atuação da companhia é de interesse público e deve ocorrer dentro das normas. Realizar uma oitiva informal, sem a devida regularidade, comprometeria a transparência e a eficácia da fiscalização”, declarou o partido.

A presidência da Alesp, sob responsabilidade do deputado André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado, foi instada a se manifestar sobre se a Casa vai abrir sindicância para apurar o ocorrido, mas até o fechamento da edição não se manifestou.

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