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Sindicato dos borracheiros recusa proposta da Prometeon, em Santo André, e pede PLR de R$ 15 mil

Entidade diz que empresa quer abaixar valor da participação nos lucros e adiar depósito de reajuste salarial; companhia afirma que mantém diálogo transparente

Beatriz Mirelle
25/05/2026 | 19:25
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Sintrabor (Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região) realizou assembleia nesta segunda-feira (25) na unidade de Santo André da Prometeon, fabricante de pneus, e recusou as propostas da empresa. A entidade reivindica que o pagamento do reajuste salarial seja feito na data-base, que é 1º de junho, não em dezembro, como deseja a empresa. Também solicita que PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) seja de R$ 15 mil. Informa, ainda, que a companhia marcou nova reunião com os funcionários na quarta-feira (27).


“A proposta que a empresa apresentou está muito distante do que o trabalhador quer. Um exemplo disso é aplicar a reposição da inflação só no fim do ano, não agora. Não tem como o sindicato trabalhar com um texto desse. Queremos aumento de PLR, alta real de salário, fornecimento de vale-compras, entre outros temas que compõem nossa pauta”, declara o presidente do sindicato, Márcio Ferreira. 


O sindicato deseja que a PLR seja de R$ 15 mil em 2026, enquanto a empresa oferece R$ 9.500. No ano passado, a participação foi de R$ 14 mil. “Eles alegam que a chegada de pneus importados tem prejudicado a produção em Santo André. Querem diminuir o valor dos benefícios da classe operária para resolver os próprios problemas. Já tivemos três reuniões. Teremos o quarto encontro dia 27.”

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Márcio Ferreira explica que as medidas da Prometeon foram rejeitadas porque não atende nenhum dos “carros-chefes” solicitados. “Se aceitarmos qualquer coisa menor do que tivemos em 2025, vamos demorar anos para nos recuperar. Desejamos também que a escala de trabalho seja de 40 horas semanais, não 44 horas por semana”, aponta o presidente do sindicato, que representa 2.200 funcionários.


Em nota ao Diário, a Prometeon comunica que continua em processo de negociação com o Sintrabor e mantém "diálogo aberto, transparente e respeitoso com a entidade sindical". "A companhia respeita a manifestação realizada e reforça seu compromisso com a construção conjunta de soluções por meio das tratativas que seguem em andamento entre as partes."




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