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Estudo em São Bernardo cria estratégias contra arboviroses

A parceria com o Instituto de Saúde do Estado de São Paulo, Ufscar e Fiocruz visa comunicar os riscos de doenças transmitidas por mosquitos

25/05/2026 | 17:24
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FOTO: Divulgação/Patrícia Ribeiro
FOTO: Divulgação/Patrícia Ribeiro Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Escola de Saúde da Secretaria de Saúde, participa de pesquisa inédita sobre comunicação de riscos no combate às arboviroses, doenças virais transmitidas principalmente pela picada de mosquitos. O projeto “Comunicação de riscos para promoção da vigilância popular em saúde em territórios de vulnerabilidade socioambiental” será realizado em parceira com o IS-SP (Instituto de Saúde do Estado de São Paulo), UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e conta com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por meio do PPSUS (Programa de Pesquisa para o SUS).

 Durante a apresentação do projeto, representantes das instituições estiveram na Secretaria de Saúde de São Bernardo e explicaram o significado da iniciativa. Coordenador da pesquisa e professor da UFSCar, Dr. Mário da Mata Martins relatou que o objetivo do estudo é mapear e diagnosticar como tem sido feita a comunicação de riscos de arboviroses no município, tanto por parte das entidades públicas quanto das ações espontâneas desenvolvidas pelos integrantes das comunidades em situações de vulnerabilidade ou dos entornos. “A perspectiva é que por meio da integração desses diferentes saberes seja possível aprimorar a comunicação de riscos, melhorando esse processo dentro do nosso sistema de saúde.”

O professor ressaltou que todas as políticas de saúde são pensadas a partir das demandas territoriais. “A gente entende não apenas que os territórios têm potencial de desenvolver atividades que são inovadoras, do ponto de vista da gestão da comunicação de risco, especificamente no caso das arboviroses, mas que a integração dessas atividades e desse conhecimento com o setor público pode favorecer o aprimoramento dessas estratégias e sua respectiva melhoria”, pontuou. 

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TEMA INÉDITO - A coordenadora da pós-graduação em Saúde Coletiva e pesquisadora do IS-SP, Dra. Cláudia Malinverni, que também faz parte da equipe da pesquisa, explicou que o tema abordado é inédito e de suma importância para o controle das arboviroses. “Na prática, a gente está propondo a construção de um modelo de vigilância que envolva a comunidade, construindo junto com essa comunidade, para que a gente possa ter ferramentas de comunicação para a prevenção de arboviroses”, detalhou. 

“A gente está entendendo a vigilância popular em saúde, que é um conceito muito novo, como uma possibilidade de construir junto com a comunidade ferramentas que ela possa manejar e possa ser utilizada pela política pública para controlar as doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti”, frisou Cláudia. “É um modelo muito novo e que preconiza a participação ativa da gestão”, acrescentou.

Ao longo da pesquisa, serão definidos os territórios de atuação, bem como escolhidos os profissionais de saúde que vão atuar junto a essas comunidades, provavelmente, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A partir disso, serão construídas as ferramentas de comunicação, partindo das realidades e das necessidades das comunidades. “A gente pode pensar em um podcast, por exemplo, mas isso vai ser construído em conjunto com a comunidade”, afirmou a pesquisadora.

RELEVÂNCIA - A diretora da Escola de Saúde da Secretaria de Saúde de São Bernardo, Priscila Silva, destacou que o fato de a pesquisa ter sido selecionada via edital PPSUS/Fapesp é o reconhecimento da relevância do tema. “Em um universo amplamente concorrido de trabalhos submetidos, apenas 26 projetos foram aprovados em todo o Estado de São Paulo, e o nosso é o único que aborda a importância da comunicação em saúde e a participação da comunidade neste processo”, relatou. 

Priscila frisou que outro diferencial do estudo é a inclusão de bolsistas em iniciação científica que moram na cidade. “Foi um pedido da nossa gestão, para quando os bolsistas fossem selecionados, residir no município fosse um dos critérios de seleção. É uma forma de, desde o início, envolver a comunidade”, citou a diretora. “Nós reconhecemos que existem gargalos no combate às arboviroses e essa pesquisa pretende se debruçar sobre um deles, que é a comunicação em saúde, na qual desempenha um papel fundamental na promoção do cuidado e na tomada de decisões. Esse trabalho tem como objetivo desenvolver e apresentar soluções que aprimorem essa comunicação, ampliando os acessos, compreensão e participação da população”, concluiu.

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